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Justiça revoga preventiva de jovem de 23 anos investigado por duplo homicídio em Pelotas

Decisão de sexta (23) impõe duas cautelares, mas o indiciamento continua e o inquérito aguarda análise do Ministério Público.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Wide daytime view of a classic brick and stone courthouse facade in a southern Brazilian city center, clear blue sky, tree-lined sidewalk, n
Imagem: Bairrista

A Justiça de Pelotas revogou a prisão preventiva do homem de 23 anos investigado pelas mortes de Ícaro Rodrigues Moraes, 18 anos, e Alisson Gonçalves Andina. A decisão foi assinada na sexta-feira (23) e manda expedir o alvará de soltura. O crime aconteceu na segunda-feira (5), no Centro da cidade.

Quadro: Justiça revoga preventiva de jovem de 23 anos investigado por duplo homicídio em Pelotas
Entenda em um quadro · Bairrista

A soltura não encerra o caso. O jovem segue indiciado pela Polícia Civil por dois homicídios dolosos, e o inquérito está com o Ministério Público, que decide se apresenta denúncia à Justiça.

Duas cautelares e alerta de nova prisão

Pela decisão, o investigado fica proibido de manter contato com as testemunhas ouvidas no inquérito. Também não pode sair da comarca por mais de dez dias sem autorização prévia da Justiça. O documento avisa que, se descumprir as medidas, ele pode voltar à prisão preventiva.

Não há informação pública sobre recurso da Polícia Civil ou do Ministério Público contra a soltura.

O que o inquérito apontou

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre as mortes de Ícaro e Alisson, que ocorreram em frente a uma casa noturna na Rua Anchieta, no Centro. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encaminhou o inquérito ao Judiciário, e a delegada Walquíria Meder apresentou os resultados em coletiva na quarta-feira (21).

Os policiais analisaram imagens de câmeras de monitoramento próximas ao local. Os registros permitiram reconstruir os fatos e mostraram divergências em relação aos primeiros depoimentos.

Segundo a polícia, o investigado trabalhava informalmente como segurança. A defesa, conduzida pelo advogado criminal Rafael Leite, sustenta a tese de legítima defesa de terceiro.

Prisão, apresentação e o segundo indiciado

A Justiça havia autorizado a preventiva a pedido da DHPP. Dois dias depois do crime, o jovem se apresentou à delegacia com Leite, prestou depoimento e saiu. Cerca de uma hora depois, com o mandado expedido, os policiais o prenderam na casa de um familiar.

Outro homem, de 29 anos, também foi indiciado. Conforme a investigação, ele forneceu a arma usada no crime e responde por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi preso na terça-feira (20) pela Delegacia da Mulher, por descumprir medida protetiva, em investigação independente do duplo homicídio. Os policiais não encontraram a arma, mas apreenderam o celular dele. A identidade dele não foi divulgada.

Ao Ministério Público cabe agora avaliar os elementos reunidos pela Polícia Civil e decidir sobre a denúncia contra os investigados. O indiciamento marca o fim da investigação policial e não é condenação.

Perguntas frequentes

Pergunta: O investigado continua indiciado após a soltura?

Sim. Ele segue indiciado por dois homicídios dolosos, e o inquérito está com o Ministério Público, que decide sobre a denúncia.

Pergunta: Quais medidas cautelares foram impostas?

Proibição de contato com testemunhas e de sair da comarca por mais de dez dias sem autorização; descumprimento pode levar à nova prisão preventiva.

Pergunta: Onde aconteceu o crime?

Em frente a uma casa noturna na Rua Anchieta, no Centro de Pelotas, na segunda-feira (5).

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