Polícia de SP faz busca em distribuidora de Guarulhos suspeita de vender bebida falsa
Galpão no bairro São Miguel recebeu 30 policiais civis; investigação aponta laranja para esconder empresário condenado em Minas e investigado por metanol desde 2025.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, na quinta-feira (22), um mandado de busca e apreensão em um galpão industrial da Estrada Velha de Guarulhos, no bairro São Miguel, na Grande São Paulo. O alvo é uma distribuidora de bebidas suspeita de fornecer produtos falsificados.
A ação ocorreu em São Paulo, e as informações divulgadas não ligam a empresa ao Rio Grande do Sul. O caso interessa ao leitor gaúcho por tocar em saúde pública: o empresário apontado como controlador do negócio é investigado desde outubro de 2025 por suposta participação em esquemas de adulteração de bebidas com metanol, substância tóxica.
Notas suspeitas e suspeita de laranja
Segundo a Polícia Civil, as investigações encontraram indícios de que o galpão movimentava grandes quantidades de bebidas com notas fiscais suspeitas. Irregularidades no cadastro da empresa sugerem o uso de um laranja para esconder quem realmente comanda o negócio.
Para a polícia, quem opera o negócio de fato é um empresário condenado pela Justiça de Minas Gerais por crimes tributários, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Ele também é alvo de apuração, desde outubro de 2025, por suspeita de envolvimento na adulteração de bebidas com metanol, substância tóxica. Os nomes do empresário, do suposto laranja e da distribuidora não foram divulgados, e a polícia não informou se há pedido de prisão ou denúncia neste caso.
Quem participou da operação
A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Participaram 30 policiais civis, agentes da Vigilância Sanitária e da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, além de peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
Os agentes foram ao galpão para examinar as condições sanitárias do armazenamento, procurar sinais de falsificação e checar a origem das mercadorias. A apuração também trata de possíveis crimes contra a saúde pública e a propriedade industrial.
O delegado Fernando David, da 3ª DIG, afirmou que a operação busca interromper a venda de bebidas irregulares e responsabilizar os envolvidos. Para ele, a atuação integrada permite verificar a procedência dos produtos e as condições de armazenamento e venda, "protegendo a saúde do consumidor e combatendo práticas ilegais".
A polícia não informou quais bebidas foram apreendidas, nem se há perícia sobre metanol ou casos de intoxicação ligados à distribuidora. Também não há resultado de perícia divulgado sobre a presença de metanol no material recolhido.
Serviço
A investigação segue com a 3ª DIG, em São Paulo. Quem desconfiar da origem de uma bebida, por rótulo, lacre ou preço fora do comum, deve evitar o consumo e procurar a vigilância sanitária do município.
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