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Polícia da Catalunha prende 100 em Barcelona após saques a 14 lojas e incêndios

Cerca de 600 jovens, convocados pelas redes, se reuniram na praça da Catalunha, e a prefeitura promete agir na Justiça contra os responsáveis.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Praça da Catalunya, em Barcelona, onde cerca de 600 jovens se reuniram, convocados pelas redes sociais.
Foto: Matti Blume / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma concentração de cerca de 600 jovens no centro de Barcelona, convocada por redes sociais, terminou em saques a 14 comércios e barricadas. Houve queima de mobiliário urbano e confrontos com os Mossos d'Esquadra, a polícia catalã. A polícia deteve cerca de 100 pessoas na noite de sábado (24). Uma em cada quatro era menor de idade.

A praça da Catalunha é o coração turístico e comercial da capital catalã. Os distúrbios obrigaram a fechar lojas e estações ferroviárias. Centenas de clientes ficaram dentro de alguns estabelecimentos até conseguirem sair, em certos casos por portas dos fundos ou de emergência. Para quem planeja viagem a Barcelona, os distúrbios atingiram a área mais movimentada do centro.

Convocação sem organizadores

Os incidentes começaram por volta das 18h. A convocação não havia sido comunicada às autoridades e circulou nas redes com o lema "Instituts Indignats", inspirado nas mobilizações estudantis da França. Os Mossos monitoravam a convocação havia dias.

A conselheira de Interior da Catalunha, Núria Parlon, e o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, disseram que a ação não defendia nenhum direito. Também negaram ligação com o acampamento por moradia instalado há semanas na praça, e classificaram o caso como "violência gratuita e vandalismo". Entre os comércios atingidos havia lojas de eletrônicos, roupas, calçados e óticas.

Mossos avançam e grupos se espalham pelo centro

Quando os primeiros incidentes começaram, a polícia catalã passou a avançar sobre os concentrados, que se dispersaram em grupos pelos arredores da praça. Em mensagem no X, os Mossos pediram que a população evitasse a área, onde grupos queimavam contêineres, vandalizavam mobiliário urbano e atiravam pedras nos agentes. Parlon também informou mais de 30 focos de incêndio.

A prefeitura e o governo catalão não divulgaram estimativa de prejuízo.

Prefeitura vai atuar na Justiça

Collboni afirmou que a prefeitura vai atuar nos processos judiciais que forem abertos e que os distúrbios "terão consequências" para os maiores de idade e para os pais dos menores. Os Mossos seguem analisando os detidos para identificar quem esteve por trás das ações.

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