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PMs matam três pessoas em 12 dias em SP; policial preso por morte de mulher é solto

Dois homens foram atingidos por 24 e 27 tiros, e a Ouvidoria da Polícia cobrou apuração.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 05:58 · 2 min de leitura

Policiais militares em São Paulo. Foto: Alexandre Carvalho/A2img, via Wikimedia Commons
Foto: Alexandre Carvalho/A2img / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Três pessoas morreram em 12 dias após disparos de policiais militares na capital paulista. Antonio Nunes Batista, 40 anos, foi morto na madrugada de sábado (3), na Vila Dionísia, Zona Norte. Gustavo Munis de Santana, 20, morreu no sábado (10), em Moema, Zona Sul. Camila Pereira da Silva, 32, foi baleada na quinta-feira (15), no Parque São Domingos, na região de Pirituba. Antonio foi atingido por 24 tiros e Gustavo, por 27.

Só o caso de Camila terminou com prisão do atirador, e o policial já foi solto pela Justiça, segundo a CNN Brasil . Os três casos são apurados pela Polícia Civil e pela própria PM.

Antonio: atingido por arma de choque e depois baleado

Imagens divulgadas mostram que Antonio foi atingido por uma arma de choque e caiu antes dos disparos. A polícia diz que ele portava uma faca. A irmã afirma que ele tinha esquizofrenia. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por inquérito policial militar. Os agentes foram afastados do serviço operacional.

Gustavo: Ouvidoria cita celular confundido com arma

No caso de Gustavo, a Ouvidoria da Polícia afirma que os agentes teriam confundido o celular do jovem com uma arma de fogo . Diante das duas mortes, a Ouvidoria acionou a Corregedoria da PM e o DHPP para pedir apuração .

Camila: delegado vê excesso e atirador é preso em flagrante

Câmeras de segurança mostram Camila com uma faca na mão, se aproximando dos policiais. Um dos agentes ordena que ela largue a faca.

Os policiais foram chamados por moradores, e três deles tentaram negociar antes do disparo. Ela morreu no local.

O delegado responsável apontou indícios de excesso no uso da força e determinou a prisão em flagrante do policial , com base nas imagens. A SSP informou que a arma do policial foi apreendida para perícia e que a Corregedoria da PM acompanhará o inquérito . Em nota, a pasta disse não tolerar desvios de conduta .

Depois da prisão, a Justiça soltou o policial. A defesa do policial afirma que a prisão teve motivação política e eleitoral.

A investigação dos três casos segue com o DHPP. Os inquéritos policiais militares, com acompanhamento da Corregedoria, correm em paralelo.

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