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PMI composto da Alemanha cai a 52,8 em outubro; serviços travam novos pedidos

Indústria sobe a 54,2 com apoio das vendas externas, mas o setor de serviços recua a 51,7 e fica abaixo do esperado.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Vista aérea do distrito financeiro de Frankfurt, na Alemanha.
Foto: Dr. Thomas Liptak / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A atividade privada da Alemanha segue em expansão, mas perdeu ritmo em outubro. O índice PMI composto preliminar, calculado pela S&P Global com patrocínio do banco HCOB, caiu para 52,8, ante 53,8 em setembro. A leitura ficou abaixo da expectativa de mercado, de 53,3. Acima de 50, o indicador aponta crescimento.

Quadro: PMI composto da Alemanha cai a 52,8 em outubro; serviços travam novos pedidos
Em números · Bairrista

A economia alemã é a maior da zona do euro e uma das principais compradoras de produtos de fora do bloco. Um sinal de enfraquecimento ali interessa a exportadores de outros países, inclusive do Brasil. O PMI, porém, mede o ânimo das empresas alemãs, e não as compras de produtos brasileiros ou gaúchos.

Indústria avança, serviços recuam

Os dois setores foram em direções opostas. O PMI industrial subiu a 54,2, de 53,9, e o de serviços caiu a 51,7, de 52,9. Para a indústria, a expectativa era de 53,5, e a leitura veio acima disso.

Os novos pedidos cresceram pouco. A entrada de trabalho subiu de forma modesta e no ritmo mais lento em três meses, com o crescimento de novos negócios estagnado em serviços. A pesquisa atribui o freio à inflação elevada e à incerteza.

Nas fábricas, as exportações ajudaram. Os produtores de bens seguiram com melhora nas condições, apoiados por vendas externas em alta e pelos gastos maiores em defesa e infraestrutura. Uma nova alta nos custos, porém, reduziu as expectativas do setor.

Phil Smith, diretor associado de economia da S&P Global Market Intelligence, avaliou que a recuperação alemã continua frágil, apesar da alta sustentada da atividade.

O que diz o Bundesbank

Nesta quarta (21), o banco central alemão disse que a economia provavelmente não cresceu no terceiro trimestre, pressionada por exportações fracas e pelo nível incomumente baixo do Reno. O Bundesbank manteve a previsão de recuperação no quarto trimestre.

Segundo a instituição, os gastos em infraestrutura devem impulsionar o crescimento nos últimos três meses de 2026. Para o ano, o governo alemão projeta crescimento de 1,3% em 2026 e de 1,1% em 2027.

A próxima referência para medir o quarto trimestre é a leitura final do PMI de outubro, com a divulgação da S&P Global. O Escritório Federal de Estatística da Alemanha (Destatis) divulga depois a estimativa oficial do PIB.

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