PF apura voo que pode ter levado família de Flávio Bolsonaro à fronteira; senador recorre
A defesa pede ao STF que revogue a ordem de entrega dos passaportes e que Alexandre de Moraes seja afastado do caso, que teria começado na Justiça Federal do RS.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Polícia Federal apura se a mulher e as duas filhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajaram em um voo separado de Brasília a Cascavel, no Paraná, em 27 de outubro, a caminho da fronteira com a Argentina. Cascavel fica no oeste paranaense, a cerca de 150 km de Puerto Iguazú.
A investigação mais ampla, sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, teria começado na Justiça Federal do Rio Grande do Sul antes de seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF), quando o nome do senador apareceu nas apurações da PF. O voo em análise, porém, não passa pelo RS.
O que a PF investiga
A PF também apura se Flávio deixou o Brasil na manhã de 27 de outubro em um jatinho ligado ao advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a bets. A assessoria de Tomaz disse ser falsa a informação de que aviões dele ou de empresas da família tenham sido usados.
O governo argentino informou que Flávio estava em uma van que cruzou a fronteira na noite de 27 de outubro. O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, em 28 de outubro, com a mulher e as duas filhas, segundo reportagens.
fonte oficial informou até agora quem pagou o voo a Cascavel nem quem estava a bordo de cada aeronave. A defesa de Flávio afirma que nenhuma informação sobre a viagem é oficial. Em nota, os advogados dizem: "Flávio Bolsonaro não fugiu."
A ordem de Moraes e o recurso
Em decisão de 25 de outubro, atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, Flávio ficou proibido de sair do país e de falar com Willer Tomaz. A mesma decisão mandou entregar os passaportes e cancelou os documentos brasileiros do senador, inclusive o diplomático.
A defesa recorreu ao STF. Os advogados pedem a revogação das medidas, a transferência do caso para o ministro André Mendonça e o reconhecimento de que Moraes é impedido ou suspeito para julgar o processo. Segundo os advogados, os elementos reunidos pela PF não mostram participação de Flávio em atividade ilícita.
O que vem agora
Cabe ao STF analisar o recurso, o pedido de mudança de relator e o de afastamento de Moraes. A PF segue com o inquérito sobre a saída do senador e sobre o voo que pode ter levado a família à fronteira.
Perguntas frequentes
A família de Flávio Bolsonaro foi investigada pela PF?
A PF apura se a mulher e as duas filhas do senador viajaram em voo separado de Brasília a Cascavel (PR) em 27 de outubro, a caminho da fronteira com a Argentina.
O que Flávio Bolsonaro está proibido de fazer?
Por decisão atribuída a Alexandre de Moraes em 25 de outubro, ele não pode sair do país nem falar com Willer Tomaz, e deve entregar os passaportes.
O que a defesa pediu ao STF?
Pede a revogação das medidas, a transferência do caso para André Mendonça e o reconhecimento de que Moraes é impedido ou suspeito para julgar o processo.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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