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Pelotas lembra 100 anos da morte de Carlos Ritter, cervejeiro e naturalista

Fundador da C. Ritter & Irmão morreu em 11 de outubro de 1926, aos 75 anos; a coleção dele deu origem ao museu que leva seu nome.

Redação Bairrista · 12 de outubro de 2026 às 14:26 · 2 min de leitura

Pelotas lembra 100 anos da morte de Carlos Ritter, cervejeiro e naturalista
Imagem: Bairrista/IA

A morte do industrial e naturalista Carlos Ritter, fundador da Cervejaria Ritter, em Pelotas, completou 100 anos neste domingo (11). Ele nasceu em São Leopoldo, em 21 de janeiro de 1851, e morreu em Pelotas em 11 de outubro de 1926.

A memória dele segue de pé em Pelotas. A casa onde ele morou, no Fragata, hoje abriga a Faculdade de Medicina da UFPel. A coleção de animais e insetos que ele montou dá nome ao Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, aberto à visitação no Centro.

Villa Augusta virou Faculdade de Medicina

Ritter mandou construir o sobrado em meio a um grande jardim romântico e deu à casa o nome de Villa Augusta, em homenagem à esposa. Em 1928, dois anos após a morte dele, o sobrado foi adquirido pela intendência, que instalou ali o Instituto de Hygiene.

Em 1955, o prefeito Mario David Meneguetti doou o prédio do Instituto de Higiene Borges de Medeiros à instituição que daria origem à Faculdade de Medicina.

Da cervejaria à escola alemã

Ritter fundou em Pelotas, ao lado do primo-irmão Friedrich, a Cervejaria C. Ritter & Irmão. Na virada do século 19 para o 20, a empresa estava entre as maiores do Brasil e produzia 4,5 milhões de garrafas por ano. Em 1911, ele respondia por metade da arrecadação da Mesa de Rendas de Pelotas.

Em 1924, dois anos antes da morte dele, a Ritter se uniu às porto-alegrenses Bopp e Sassen e formou a Cervejaria Continental.

Fora da fábrica, Ritter aparece em 1888 como tesoureiro e fundador da Comunidade Evangélica Alemã em Pelotas, que presidiu entre 1895 e 1899. Foi sócio-fundador da Sociedade Escolar, mantenedora do Collegio Allemão, e membro de honra da diretoria de 1906 a 1923.

A escola passou a se chamar Collegio Carlos Ritter e manteve o nome até fechar, em 1942, na Segunda Guerra Mundial.

A coleção virou museu

Naturalista autodidata, Ritter reuniu uma grande coleção particular. Segundo a UFPel, a esposa dele doou o acervo à Escola de Agronomia Eliseu Maciel em 1926.

O museu foi aberto ao público em 21 de maio de 1970. Em maio de 2019, foi reinaugurado na Praça Coronel Pedro Osório, no centro histórico.

Entre as peças estão mosaicos feitos de insetos pelo próprio Ritter, que retratam pontos de Pelotas. A coleção de aves reúne cerca de 550 exemplares taxidermizados.

Serviço

Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter (UFPel)

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