Nova falha no Smart Sampa expôs 17 mil câmeras de parceiras por cinco dias, diz UOL
Prefeitura de São Paulo nega que a lista de links tenha sido pública e chama o envio do arquivo à imprensa de vazamento ilegal.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Uma nova falha ligada ao Smart Sampa, sistema de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo, deixou abertas por cinco dias as transmissões de cerca de 17 mil câmeras de empresas parceiras, segundo reportagem do UOL publicada nesta terça (3). Os links podiam ser abertos sem senha. Foram retirados do ar em 30 de outubro, depois de a reportagem questionar a Prefeitura, a Sentinelx e a Monuv.
O caso é de São Paulo, mas serve de alerta ao RS: câmeras privadas ligadas a sistemas públicos de monitoramento exigem proteção das imagens e dos acessos.
O que diz a reportagem
O UOL atribui a brecha ao código-fonte de um site ligado à Sentinelx, empresa responsável pela plataforma tecnológica do programa. Segundo o veículo, o código revelava endereços de serviços e links de transmissão. As câmeras são de parceiros hospedados na Monuv, provedora de nuvem para videomonitoramento. A Sentinelx não respondeu ao UOL.
A Prefeitura informa em seu site que o programa tem 20 mil câmeras operadas por ela e 30 mil integradas por parcerias com a iniciativa privada.
O que respondem Prefeitura e Monuv
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que a lista de links não esteve pública na internet. Segundo a pasta, era uma planilha de análise de cibersegurança feita pela Prodam a pedido do prefeito Ricardo Nunes, iniciada em 20 de outubro. A secretaria disse que não há evidências de ataques externos e que as mais de 20 mil câmeras próprias do município não constavam do arquivo.
A Prefeitura também chamou o envio da planilha à reportagem de vazamento ilegal e informou que tomará medidas administrativas e legais para responsabilizar os envolvidos. Segundo a nota, as empresas parceiras mantêm a própria infraestrutura e respondem pela operação e pela segurança de seus equipamentos.
A Monuv afirmou que mantém controles de acesso, autenticação e proteção de dados e transmissões. Disse ainda que, no Smart Sampa, o acesso segue as especificações definidas pelo programa.
Segunda brecha em menos de um mês
Em 20 de outubro, o UOL já havia noticiado a exposição de acessos a 58 mil câmeras em outra falha. A Prefeitura informou que o consórcio responsável pela operação contratou uma empresa independente para análises de segurança. A administração municipal ainda não divulgou o resultado da investigação nem as correções aplicadas.
Saber mais: fontes consultadas (2)
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