Navio GFS Pride afunda no Estreito de Ormuz; 21 tripulantes são resgatados
Guarda Revolucionária do Irã diz que o porta-contêineres de Singapura bateu em mina, mas a autoridade marítima de Singapura fala em projéteis não identificados.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 11:42 · 2 min de leitura

O porta-contêineres GFS Pride, registrado em Singapura, afundou no Estreito de Ormuz depois de ser atingido e pegar fogo. A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) informou que o navio foi atingido por projéteis não identificados enquanto passava pelo estreito, na terça (13).
O GFS Pride teve danos e incêndio a bordo e afundou em seguida. Os 21 tripulantes foram evacuados em segurança.
Não houve feridos. A MPA também informou que não havia singapurianos a bordo.
Irã fala em mina; versão não foi confirmada
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o navio bateu em uma mina naval ao tentar seguir uma rota que classificou como não autorizada.
A empresa de segurança marítima Marisks disse não ter encontrado evidência independente que sustente a versão da mina.
A Guarda Revolucionária também disse que o navio levava mais de 2.500 contêineres.
Contêineres à deriva
Um aviso de navegação do Hidrógrafo do Paquistão, datado de 14 de outubro, registrou o navio como afundado e com contêineres flutuando, e pediu cautela aos navegantes.
Uma imagem de satélite mostra contêineres flutuando e uma mancha de óleo na área do naufrágio.
Imagens que circulam nas redes mostram a retirada de carga da água. Os vídeos não foram verificados e sugerem que vendedores ofereciam iPhones e perfumes no local. Nenhuma fonte oficial detalhou o que o navio transportava.
Navio e operadora
O GFS Pride foi construído em 2008, tem capacidade de 2.824 TEU (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés) e era operado pela Global Feeder Shipping, ligada ao grupo AD Ports, de Abu Dhabi.
Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, o GFS Pride é o segundo navio perdido desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro.
Na mesma quarta-feira (14), fontes de segurança marítima disseram que o graneleiro Cape Dao, atingido antes, também estava afundando.
O GFS Giselle, outro navio de Singapura, teve o casco danificado e chegou por conta própria a um ancoradouro seguro. Os 22 tripulantes estão bem.
A MPA mantém contato com a empresa gestora dos dois navios e acompanha a situação.
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