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Mundo deixa de somar o segundo bissexto aos relógios a partir de 20 de maio de 2027

Resolução aprovada em Versalhes eleva para 3.600 segundos o limite de diferença entre o tempo atômico e o da rotação da Terra.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Fachada do Pavilhão de Breteuil, sede do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), na França.
Foto: Olevy / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A 28ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) aprovou em 15 de outubro, em Versalhes, na França, o fim do segundo bissexto. O encontro foi realizado de 13 a 15 de outubro de 2026. A partir de 20 de maio de 2027, o Tempo Universal Coordenado (UTC), base da hora usada no mundo todo, passa a correr sem esse ajuste de um segundo. O mecanismo existe desde 1972.

Quadro: Mundo deixa de somar o segundo bissexto aos relógios a partir de 20 de maio de 2027
Entenda em um quadro · Bairrista

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o relógio do celular, o horário de trabalho e a escola seguem iguais. A decisão altera um mecanismo técnico de medição do tempo, e os países continuam definindo seus fusos e suas regras de horário de verão. O efeito está nos bastidores: servidores, redes e sistemas que precisam de sincronização exata, como os de telecomunicações.

O que diz a Resolução 5

O texto aprovado, a Resolução 5 (2026), decide que o UTC contínuo entra em vigor em 20 de maio de 2027 e que a diferença máxima entre UT1 e UTC será de 3.600 segundos (1 hora), o que garante a continuidade do UTC por vários séculos. UT1 é a escala ligada à rotação da Terra.

O limite de uma hora não significa que os relógios andarão 60 minutos fora de hora. Não há salto imediato de uma hora. Trata-se da margem máxima permitida para a diferença entre as duas escalas.

Por que o ajuste sai de cena

Em 2022, os países-membros votaram um pedido de plano para eliminar gradualmente o segundo intercalar até 2035. A nova resolução antecipa o prazo. Segundo o texto, organizações como a União Internacional de Telecomunicações (ITU-T), a União Internacional de Rádio Ciência (URSI) e o grupo de trabalho IEEE 1588 enviaram declarações formais ao BIPM pedindo a antecipação, para evitar o risco de um segundo bissexto negativo. A resolução foi aprovada por maioria de votos.

A resolução também pede que o BIPM continue monitorando a diferença UT1-UTC, com dados do Serviço Internacional de Rotação da Terra (IERS), e informe regularmente o Comitê Internacional de Pesos e Medidas. A regra começa a valer em 20 de maio de 2027.

Perguntas frequentes

Quando o segundo bissexto deixa de ser somado?

A partir de 20 de maio de 2027, o UTC passa a correr sem esse ajuste de um segundo.

A decisão muda o horário no Rio Grande do Sul?

Não. Relógios, horário de trabalho e escolas seguem iguais; a mudança é técnica e afeta sistemas que exigem sincronização exata.

Qual é o limite de diferença entre UT1 e UTC?

A Resolução 5 (2026) fixa o máximo em 3.600 segundos (1 hora), o que não significa salto imediato de uma hora.

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