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Mullin diz que transmitir execução de Hasan não eleva risco à segurança dos EUA

Trump afirma que ainda não decidiu se o fuzilamento do autor do massacre de Fort Hood, marcado para 3 de dezembro, será exibido ao público.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 17:13 · 3 min de leitura

Mullin diz que transmitir execução de Hasan não eleva risco à segurança dos EUA
Imagem: Bairrista/IA

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou neste domingo (11) que a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan não aumenta o risco para o país. "Não vejo risco elevado neste momento por causa disso", disse ele ao programa "Face the Nation", da CBS, ao ser questionado se a medida faria do condenado um mártir.

Mullin acrescentou que quem ataca os EUA será perseguido e receberá punição proporcional ao crime.

A transmissão, porém, não está decidida. O presidente Donald Trump disse no sábado (10) que ainda não tomou a decisão final. Um dia antes, o vice-presidente JD Vance havia dito que não sabia se a exibição aconteceria.

Pentágono disse que a execução será transmitida ao vivo

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse em entrevista ao podcaster Jack Posobiec que o público poderá assistir ao fuzilamento. O Pentágono confirmou à NPR que a execução "será transmitida ao vivo" e que os detalhes viriam depois.

O secretário interino do Exército, Adam Telle, fixou a execução para 3 de dezembro, às 13h no horário local, em Fort Hood, no Texas. O Pentágono informou que Hegseth recomendou o pelotão de fuzilamento do Exército e que Trump aprovou.

Hasan esgotou os recursos militares

Em agosto de 2013, um júri militar considerou Hasan culpado nas 45 acusações de homicídio e tentativa de homicídio premeditados e o condenou à morte. Em 2020, o Tribunal de Apelações Criminais do Exército manteve a pena. Em 2023, o Tribunal de Apelações das Forças Armadas confirmou a pena. Em 2025, a Suprema Corte negou o pedido de revisão.

Especialistas afirmam que Hasan pode adiar a execução por anos se entrar com um pedido de habeas corpus na Justiça federal. Não está claro se ele vai recorrer.

O regulamento do Exército que rege execuções proíbe que menores de 18 anos assistam. O oficial que chefia a polícia militar do Exército pode dispensar trechos da norma, desde que isso não viole a lei.

Republicanos, Igreja e governo britânico criticam a transmissão

A senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, escreveu que esperaria algo assim de terroristas e ditadores, "mas não aqui na América". O deputado republicano Rob Bresnahan, da Pensilvânia, afirmou que uma execução não deve ser um espetáculo transmitido ao vivo.

O arcebispo Paul Coakley chamou a decisão de bárbara e pediu que ela seja reconsiderada. O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, classificou a possibilidade de execução pública como "abominável".

Sobrevivente vai à execução, mas é contra a transmissão aberta

Vítimas e familiares dos mortos poderão assistir à execução presencialmente. O ex-sargento Alonzo Lunsford, baleado sete vezes por Hasan, pretende ir. Ele disse que a transmissão deveria ser restrita a sobreviventes e familiares dos mortos.

Seria a primeira execução militar desde 1961

Hasan, 56 anos, psiquiatra do Exército, matou 13 pessoas e feriu mais de 30 em 2009, em ataque inspirado pela Al-Qaeda. Se for executado em 3 de dezembro, será a primeira execução militar dos EUA desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde 1945.

Ele é um dos quatro presos no corredor da morte militar, em Fort Leavenworth, no Kansas.

Serviço

  • Data e hora da execução: 3 de dezembro, às 13h no horário local do Texas
  • Local: Fort Hood, Texas
  • Transmissão: sem decisão final do presidente Donald Trump até este domingo (11)

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