MPT recebe 1.937 denúncias de assédio eleitoral; SP lidera com 350, seguido por MG e RJ
Balanço do Ministério Público do Trabalho aponta 946 queixas entre os dois turnos, 59 ações na Justiça e 53 acordos com empregadores.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral em todo o país até segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno das eleições de 2026. Desse total, 946 chegaram ao órgão entre as duas votações. A maior parte dos relatos trata da disputa pela Presidência da República.
O Rio Grande do Sul não aparece entre os três estados com mais registros: São Paulo concentra o maior número de denúncias (350), seguido por Minas Gerais (212) e Rio de Janeiro (169). O balanço nacional não detalha quantas denúncias partiram de trabalhadores gaúchos. O canal do MPT continua aberto para quem enfrentou pressão no emprego por causa do voto.
MPT foi à Justiça 59 vezes e obteve 52 liminares
Segundo o MPT, 52 decisões liminares foram concedidas pela Justiça do Trabalho em 59 ações civis públicas ajuizadas para combater a prática. Liminar é uma decisão urgente, tomada antes do julgamento final. Os pedidos obtiveram decisão favorável em cerca de 88% das ações.
A atuação do MPT também resultou na assinatura de 53 termos de ajuste de conduta. Nesses acordos, os empregadores se comprometem a não interferir na escolha eleitoral dos funcionários. Durante a campanha, o órgão manteve equipes de plantão no país para os casos mais urgentes.
O que o MPT considera assédio eleitoral
O MPT trata como assédio eleitoral o uso do poder de chefia para influenciar o voto de quem trabalha, seja por constrangimento ou por pressão. Entre as formas que o órgão identificou estão o assédio documental, por memorandos e circulares, e o econômico, que envolve oferta ou ameaça de retirar benefícios, bônus e promoções por causa da preferência política.
Como denunciar
As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa ou anônima pelo site do MPT, em mpt.mp.br/assedio-eleitoral. O canal fica no ar na internet, e o MPT garante sigilo a quem denuncia.
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