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MPRS bloqueia até R$ 11,3 milhões por suspeita de fraude em home care do IPE Saúde

Operação Home Cash partiu de alerta da PGE-RS, que viu pedidos padronizados e valores acima de R$ 1 milhão por paciente em ações judiciais.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Materiais de home care em estoque. Imagem de divulgação do Governo do RS.
Foto: Divulgação/Governo do RS

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do RS (MPRS) deflagrou nesta terça (20) a Operação Home Cash. A investigação apura fraudes em serviços de home care custeados pelo Executivo estadual e pelo IPE Saúde. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 11,3 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis.

O dinheiro sob suspeita é o do atendimento domiciliar de pacientes. O IPE Saúde é o sistema de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) levou o caso ao MPRS.

Alerta veio de processos com o mesmo padrão

A Procuradoria de Saúde (PSaúde), unidade da PGE-RS, analisou ações judiciais em que recursos públicos eram bloqueados para pagar home care prestado por uma mesma empresa. Os procuradores encontraram solicitações padronizadas de serviços e, em alguns casos, pedidos acima de R$ 1 milhão por paciente.

O coordenador da PSaúde, procurador do Estado Lourenço Floriani Orlandini, disse que a equipe identificou "padronização de prescrições, orçamentos recorrentes e valores expressivos". Por isso, a PGE-RS enviou as informações ao MPRS. Na linguagem da Procuradoria, foi uma denúncia ao Ministério Público: uma notícia-crime, não uma ação penal.

Oito mandados em Erechim, Passo Fundo e Itapema

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, com cerca de 50 agentes, em Erechim e Passo Fundo, no RS, e em Itapema, em Santa Catarina. Os mandados envolveram 15 alvos. A investigação é coordenada pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 7º Núcleo Regional do GAECO – Planalto.

O MPRS apura a possível atuação de um grupo que teria apresentado laudos médicos e orçamentos em processos judiciais. Entre os indícios está a cobrança por mais serviços do que os que foram prestados, com possível prejuízo aos cofres públicos. O Ministério Público também investiga movimentações financeiras entre pessoas e empresas ligadas ao grupo.

O MPRS não divulgou os nomes dos investigados nem da empresa e não informou prisões. A operação é tratada como investigação em andamento, e as notas não informam prisões ou denúncias criminais.

Caso se soma às operações Gollum

A PGE-RS lembra que já enviou ao MPRS outras notícias-crime sobre fraudes em home care, que resultaram nas operações Gollum I e Gollum II. A Gollum I foi deflagrada em 4 de dezembro de 2024, em Passo Fundo, e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. A Gollum II, em 18 de março de 2026, teve 12 mandados em Passo Fundo, Canoas, Esteio e Balneário Camboriú e bloqueio de cerca de R$ 12 milhões.

O promotor Pessi afirmou que a Home Cash é "mais um desdobramento das apurações conduzidas pelo MPRS sobre possíveis desvios de recursos públicos destinados ao atendimento domiciliar de saúde". Os órgãos não informaram se os investigados são os mesmos das fases anteriores.

A PGE-RS não detalhou quantos processos a PSaúde analisou nem quanto o IPE Saúde já pagou. O MPRS não informou prazo para eventual denúncia à Justiça.

Perguntas frequentes

Quanto foi bloqueado na Operação Home Cash?

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 11,3 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis.

Quantos mandados foram cumpridos na Operação Home Cash?

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, com cerca de 50 agentes, em Erechim e Passo Fundo (RS) e Itapema (SC), envolvendo 15 alvos.

Quem coordena a investigação da Home Cash?

A investigação é coordenada pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 7º Núcleo Regional do GAECO – Planalto, do Ministério Público do RS.

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