Quinta-feira, 5 de novembro de 2026Porto Alegre 25° céu limpoJornal do diaReceber no WhatsApp
Buscar
Dólar R$ 5,45 ▼ 0,59%Euro R$ 6,11 ▼ 0,59%Ibov 168,8 mil estávelNasdaq 25,2 mil estávelB3 · às 11:44
Dólar R$ 5,45 ▼0,59%Euro R$ 6,11 ▼0,59%B3 168,8 mil ▼0,00%Nasdaq 25,2 mil ▲0,00%Soja R$ 145,12 ▲1,13%Arroz R$ 108,80 ▲2,58%Boi R$ 391,12 ▲0,00%
BrasilEconomia

Marinho prevê decreto do fim da 6x1 na segunda (9); texto vai a Lula nesta quinta

Regra deve garantir ao menos oito folgas por mês e dar peso às convenções coletivas, enquanto CNC e CNI pedem ao STF mais prazo.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, fala em microfone durante audiência no Senado, em foto de arquivo
Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que pretende publicar na segunda-feira (9) o decreto que regulamenta o fim da escala 6x1. A declaração foi dada na quarta-feira (4), e o texto será discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (5).

A regra mexe com a rotina de quem trabalha no comércio, na indústria e nos serviços de todo o Rio Grande do Sul, já que a jornada é definida em lei federal. O decreto vai orientar como empregadores e empregados gaúchos organizam as novas escalas. CNI e CNC, as duas confederações que foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os prazos da mudança, pedem mais tempo para a transição.

Quadro: Marinho prevê decreto do fim da 6x1 na segunda (9); texto vai a Lula nesta quinta
Ficha de serviço · Bairrista

O que o decreto deve trazer

Segundo Marinho, o texto deve garantir ao menos oito folgas por mês e dar prioridade aos acordos coletivos. O ministro disse que o decreto não vai impor, necessariamente, a escala 5x2.

A flexibilidade, de acordo com o ministro, está em consolidar as duas folgas semanais dentro do mês. O decreto também deve criar um processo coordenado de transição, levando em conta as características de cada setor. A pretensão de publicar na segunda depende de ajustes finais ao longo da semana. O próprio ministro falou em se preparar durante o fim de semana para a publicação.

Emenda já está em vigor, com transição a partir de dezembro

O Congresso promulgou em 16 de outubro a PEC que extingue a escala 6x1 e estabelece cinco dias de trabalho para dois de descanso. A norma é a Emenda Constitucional 141/2026. A jornada máxima cai de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. A transição começa em dezembro de 2026, com limite de 42 horas, e chega às 40 horas em dezembro de 2027.

O decreto regulamenta a aplicação da emenda e não muda o que foi aprovado pelo Congresso.

CNC e CNI pedem mais prazo no STF

As duas confederações ingressaram com ações no STF. A CNC pede que a primeira etapa comece em 16 de outubro de 2027 e que as 40 horas só valham em outubro de 2028. A CNI questiona a aplicação das regras a contratos e acordos coletivos anteriores. Também pede tratamento específico para micro e pequenas empresas e a suspensão dos prazos por ao menos um ano.

As ações não suspendem automaticamente a emenda. Os prazos seguem valendo até uma eventual decisão do STF em sentido contrário, e o tribunal ainda não decidiu sobre os pedidos.

Serviço

O decreto está previsto para a segunda-feira (9), e a publicação oficial sai no Diário Oficial da União, em in.gov.br. A transição das jornadas começa em dezembro. Quem quiser saber como a regra se aplica à sua categoria deve consultar o sindicato ou a Superintendência Regional do Trabalho no RS.

Perguntas frequentes

Quando o decreto do fim da 6x1 deve ser publicado?

Segunda-feira (9), segundo o ministro Luiz Marinho, com publicação no Diário Oficial da União.

Quando começa a transição da jornada de 44 para 40 horas?

Em dezembro de 2026, com limite de 42 horas, chegando às 40 horas em dezembro de 2027.

O decreto obriga a escala 5x2?

Não necessariamente, segundo Marinho; o texto deve garantir ao menos oito folgas por mês e dar prioridade aos acordos coletivos.

As ações da CNI e CNC suspendem a emenda?

Não. As ações não suspendem automaticamente a emenda, e os prazos seguem valendo até eventual decisão do STF.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Receba as 5 do dia no WhatsApp

As notícias que importam para ti, todo dia de manhã. De graça, sai quando quiser.

Depois tu escolhe região, time e horário. Sem spam e de graça, como tem que ser. privacidade

Do interior do RS