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Marcha em Madri reúne 25 mil por pensões públicas; organizadores falam em 50 mil

Protesto convocado pela COESPE cobra reajuste pela inflação e rejeita privatização, a pouco mais de um mês das eleições de 29 de novembro.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Vista aérea da Plaza de Cibeles, em Madrid, onde se concentram manifestações na capital espanhola.
Foto: kallerna / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A marcha em defesa do sistema público de pensões reuniu 25 mil pessoas, segundo a Delegação do Governo em Madri, e 50 mil, segundo os convocantes, neste sábado (24). O ato partiu da estação de Atocha e avançou até a rua Alcalá. A convocação foi da Coordenadora Estatal pela Defesa do Sistema Público de Pensões (COESPE).

O tema pesa na campanha das eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro. O ponto central é a indexação das aposentadorias à inflação, mecanismo em vigor desde 2022. O que está em jogo para os espanhóis é se o benefício continuará acompanhando o custo de vida.

Reajuste pela inflação está no centro da disputa

O governo do socialista Pedro Sánchez acusa o Partido Popular (PP) de querer reformar o sistema, questionando a indexação. O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, respondeu na segunda-feira (19), ao apresentar seu programa de governo, o "Contrato con España". "As pensões subirão a cada ano conforme o índice de preços ao consumidor", declarou.

No fim de 2021, o PP votou contra o projeto de lei que instituiu a indexação. A lei obriga hoje qualquer governo a reajustar as pensões pelo IPC.

O que os manifestantes pedem

Os manifestantes exigiram aumento de 6% nas pensões em 2027. Os organizadores também querem equiparar a pensão mínima ao salário mínimo e acabar com as penalizações por aposentadoria antecipada para quem contribuiu por 40 anos ou mais. Pedem ainda uma auditoria das contas da Seguridade Social e rejeitam o impulso aos fundos privados de pensões.

Os participantes também cobraram melhores salários e acesso a moradia a preço acessível. A marcha percorreu cerca de dois quilômetros sem incidentes, segundo a AFP.

Os espanhóis vão às urnas em 29 de novembro.

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