Embaixador do Irã diz que Teerã reabre Ormuz se EUA suspenderem bloqueio naval
Reza Amiri Moghadam afirmou em Islamabad que Trump rejeitou a proposta levada pelo Paquistão e que o acordo provisório de junho segue de pé.
Por que afeta o RS: Ormuz concentra o tráfego global de petróleo, e a instabilidade pode pressionar preços de combustíveis no mercado brasileiro e gaúcho.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, disse neste sábado (24), em Islamabad, que Teerã segue aberto a negociar com Washington sob o acordo provisório fechado em junho. Ele afirmou que o Irã informou, por meio do Paquistão, estar pronto para reabrir o Estreito de Ormuz se os EUA levantarem o bloqueio naval. Segundo o embaixador, o presidente americano, Donald Trump, rejeitou a proposta e mantém o bloqueio aos portos iranianos.
Por Ormuz passa boa parte do petróleo transportado por mar no mundo, e o impasse mantém o estreito no centro do mercado de combustíveis, inclusive o que abastece o RS.
A versão de que Trump recusou a oferta é do lado iraniano. Washington não é citado nas declarações do embaixador.
O que diz o acordo de junho
O acordo de junho, intermediado por Paquistão e Qatar, buscava restabelecer o transporte marítimo pelo estreito, levantar o bloqueio naval dos EUA e abrir negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Segundo Moghadam, a disposição de reabrir o estreito foi transmitida durante visitas a Teerã do chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, desde que Washington encerrasse o bloqueio.
Irã vai estudar pacto de defesa de Meca
O embaixador também falou do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, que reúne Paquistão, Arábia Saudita e Turquia. Teerã vai estudar o texto antes de decidir se o apoia, e Moghadam o descreveu como possível instrumento de unidade. Ele disse: "Vamos estudar o Acordo de Meca e, se for bom, vamos apoiá-lo."
O pacto foi assinado depois de novos ataques dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, à Arábia Saudita. Os três países disseram que ele reforça a dissuasão coletiva e amplia a cooperação em defesa. Autoridades da Turquia e do Paquistão afirmam que o acordo é defensivo e não tem como alvo o Irã nem outro país.
O próximo passo está na Turquia: o governo turco enviou o acordo ao Parlamento para ratificação.
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