🔍
Urgente Inmet emite alerta laranja de tempestade para sábado (24) em 835 municípios
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,02 ▼ 1,42%Euro R$ 5,63 ▼ 1,46%Ibov 205,3 mil ▲ 0,50%Nasdaq 26,7 mil ▲ 0,04%23°C ☀
Agro
GeralMundo

Macron manda proibir protestos não sindicais; Paris libera ato da CGT no sábado (24)

Após o caos de 17 de outubro, que deixou 2.397 detidos e 997 agentes feridos, Lyon vetou qualquer manifestação no fim de semana.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Foto: Macron manda proibir protestos não sindicais; Paris libera ato da CGT no sábado (24)
Foto: Jorge Jaramillo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Emmanuel Macron, presidente da França, anunciou nesta quinta-feira (22) que protestos não organizados por sindicatos serão proibidos "onde for possível" nos próximos dias. O anúncio veio após reunião com os serviços de inteligência, na esteira dos tumultos e pilhagens de sábado (17) em várias cidades francesas.

Na prática, a regra já vale para o sábado (24), data de nova mobilização nacional. Segundo Macron, a recomendação geral é que não haja manifestações. Para os atos sindicais, os préfets (representantes do Estado nos departamentos) vão propor trajetos alternativos que protejam centros urbanos, comércio e prédios públicos.

Paris libera ato da CGT; Lyon proíbe tudo

A Prefeitura de Polícia de Paris autorizou o desfile declarado para sábado entre a Praça da Bastilha e a Praça da Nação, organizado, entre outros, pela CGT. Um segundo trajeto, em direção à Ópera, foi vetado.

Em Lyon, a préfecture do Rhône decidiu proibir, por decretos, qualquer manifestação na cidade no sábado. A medida cita o apelo à mobilização e os eventos de 17 de outubro. O préfet do Rhône, Étienne Guyot, já havia vetado um ato de estudantes marcado para esta quinta.

Macron afirmou que pedidos feitos por quem "não tem legitimidade" serão recusados pelos préfets. O presidente não detalhou critérios para definir essa legitimidade. O desenho da medida indica que os grupos sem vínculo sindical, como coletivos independentes, coletes amarelos e organizações jovens, ficam sem amparo para pedir trajeto.

Governo culpa extrema-esquerda

O chefe de Estado classificou os atos de 17 de outubro como políticos e sediciosos e os atribuiu a grupos de ultraesquerda que, segundo ele, querem desestabilizar a República. O dia reuniu entre 550 mil participantes, pelo Ministério do Interior, e 800 mil, pelos organizadores, em protesto contra o custo de vida. Houve danos e pilhagens em Paris, Lille, Rennes, Lyon, Limoges, Marselha e Bordeaux, entre outras cidades. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada.

O balanço nacional atualizado do Ministério do Interior aponta 2.397 detenções e 997 policiais e gendarmes feridos, sete deles em estado grave.

O que vem a seguir

Macron convocou um conselho de defesa para a manhã desta sexta-feira (23), quando disse que serão tomadas "decisões adicionais". O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, recebeu os partidos em Matignon na quinta e reunirá na segunda-feira (26) organizações estudantis, sindicais, patronais, parlamentares e representantes de governos locais. O ato da CGT em Paris está autorizado para sábado (24), entre a Bastilha e a Praça da Nação.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também