Leite vota em Pelotas, diz escolher 'um mal menor' e cobra pacificação após o 2º turno
Governador não revelou em quem votou e pediu que o vencedor estenda a mão aos eleitores do adversário.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O governador Eduardo Leite (PSD) votou no final da manhã deste domingo (25), no Instituto Assis Brasil, em Pelotas. O segundo turno é disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ao deixar o local, disse ter escolhido o candidato que considera "um mal menor" para o país, sem dizer qual dos dois.
Para o eleitor gaúcho, a fala mostra que o chefe do Executivo estadual segue sem declarar apoio no segundo turno. Leite havia dito, dias antes da votação, que manteria neutralidade pública e não revelaria seu voto.
"Eu sou um dos brasileiros que vem às urnas olhando para os dois candidatos como caminhos ruins", afirmou. "Eu faço a minha escolha como eleitor por aquele que eu considero um mal menor, mas nem por isso deixa de ser um mal e algo ruim para o país."
Cobrança ao vencedor
Leite disse esperar que o eleito não celebre a derrota do adversário "como se tivesse esmagado uma parte dos brasileiros". Também afirmou esperar que o vencedor tenha a dignidade de estender a mão e fazer gestos na direção dos eleitores do outro lado.
O governador voltou a criticar a polarização. "Os dois lados consideram o outro um mal a ser exterminado, e no final das contas o Brasil se divide e acaba se fragilizando como nação", disse. Para ele, os políticos eleitos precisam trabalhar pela pacificação do país.
Também em Pelotas, o prefeito Fernando Marroni (PT) votou na manhã deste domingo. Falou em tranquilidade e em democracia na cidade e manifestou expectativa pela reeleição de Lula.
O PSD, o PT e o PL não se manifestaram sobre as declarações do governador até a publicação desta nota.
As urnas fecham às 17h em todo o Rio Grande do Sul, e a apuração do segundo turno começa em seguida.
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