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Justiça libera Tifanny para Supercopa e Superliga; CBV promete recorrer

A multa de R$ 5 mil por jogo recai sobre a CBV, e o Osasco, com Tifanny em quadra, bateu o Praia Clube por 3 sets a 0 e levou a Supercopa.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 01:34 · 2 min de leitura

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Foto: Nadine Oliverr / Wikimedia Commons (CC0)

A Justiça do Rio de Janeiro liberou a oposta Tifanny Abreu para jogar pelo Osasco na Supercopa e na Superliga Feminina 2026/27. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) tem regra que veta atletas trans em competições femininas. O juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Capital, assinou a liminar às 19h12 desta sexta (16), menos de duas horas antes da Supercopa, em São Luís (MA).

Quadro: Justiça libera Tifanny para Supercopa e Superliga; CBV promete recorrer
Ficha de serviço · Bairrista

Na prática, Tifanny pode atuar agora e nas próximas rodadas da Superliga. O magistrado mandou a CBV reconhecer provisoriamente a elegibilidade, a inscrição, o registro e a condição de jogo da atleta.

A liminar também protege o Osasco de eventuais punições da confederação por usar a jogadora. A decisão vale só para essas duas competições e não é definitiva. Nenhum time gaúcho está entre os 12 clubes da Superliga Feminina; Brusque (SC) e Sancor Londrina (PR) são os mais próximos do estado.

Multa recai sobre a CBV

Se a jogadora for impedida de atuar, a entidade fica sujeita a multa de R$ 5 mil por partida. A ordem é de cumprimento imediato.

A regra questionada é de agosto. Ela restringe o naipe feminino a atletas do sexo biológico feminino. A CBV justifica a mudança como alinhamento ao cenário internacional e aos critérios de COI, FIVB e Confederação Sul-Americana de Voleibol.

CBV cumpre, mas vai recorrer

A confederação disse que acata a ordem em caráter excepcional e provisório. Em nota, informou que apresentará os recursos cabíveis e adotará as medidas necessárias para reverter a decisão.

Segundo a entidade, não houve tempo hábil para recorrer antes do jogo contra o Praia Clube.

O caso também corre na Justiça Desportiva. Lá tramita o Mandado de Garantia nº 002/2026, e o juízo cível reavaliará a tutela quando esse processo tiver julgamento definitivo.

Um primeiro pedido ao STJD do Voleibol, em setembro, não foi analisado por falta de um ato concreto da CBV que barrasse a atleta.

Osasco ganhou a Supercopa

Com Tifanny em quadra, o Osasco venceu o Praia Clube por 3 sets a 0 e ficou com o título.

Serviço

A Superliga Feminina 2026/27 começou neste sábado (17), com Gerdau Minas x Brusque, às 18h30, em Belo Horizonte. O Osasco estreia na segunda (19), às 18h30, contra o Brasília Vôlei/BRB.

Todos os jogos têm transmissão do Grupo Globo.

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