🔍
Urgente Alerta laranja de tempestade vale no sábado (24) em parte do RS, com vento de até 100 km/h
Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,03 ▼ 0,61%Euro R$ 5,65 ▼ 0,64%Ibov 204,1 mil ▼ 0,64%Nasdaq 26,0 mil ▼ 2,64%25°C ⛅
Agro
EsportesBrasil

Juíza nega prisão de Armando Mendonça, vice do Corinthians; dirigente segue réu

A decisão de quinta (22) também mantém o promotor Cássio Conserino no caso Nike, e a audiência de instrução está marcada para 10 de novembro.

Redação Bairrista · Repórter de Esportes · · 2 min de leitura

Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, citado no caso Nike.
Foto: Divulgação/Piranot

A Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta (22), o pedido do Ministério Público (MP-SP) de prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. Ele é réu por suposto desvio de materiais fornecidos pela Nike. A juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal, também indeferiu as medidas cautelares solicitadas pelo promotor Cássio Conserino.

Na prática, Mendonça segue no cargo e pode frequentar o clube enquanto responde ao processo. A juíza também derrubou as restrições de comunicação com possíveis testemunhas. Mas ele continua réu: a negativa trata das medidas cautelares, não do mérito, e as acusações ainda não tiveram julgamento definitivo.

O que o MP pedia e por que a juíza negou

O pedido de prisão foi apresentado em 16 de outubro, depois da demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia do Corinthians e testemunha no processo. Segundo o promotor Conserino, a saída de Munhoes, perto da audiência, representaria risco à instrução criminal e indicaria possível coação.

Além da prisão, a Promotoria queria o afastamento de Mendonça do cargo estatutário, a proibição de acesso às dependências do clube e a restrição de contato com dirigentes e testemunhas. A juíza negou tudo.

Para Sato, os elementos do MP não demonstraram que Mendonça tenha determinado, solicitado ou influenciado a demissão de Munhoes. Ela atribuiu o desligamento à presidência do clube, em meio a um contexto político-eleitoral. Antes da decisão, a defesa já sustentava que nomear e dispensar integrantes do corpo diretivo cabe à Presidência do Corinthians.

Pedido de suspeição do promotor também cai

Na mesma decisão, a juíza indeferiu o pedido de reconsideração da defesa sobre a alegação de suspeição do promotor. Os advogados citaram fatos novos: a nota oficial do clube, o pedido de prisão, o contato direto do promotor com Munhoes e reportagens.

A magistrada concluiu que não há elementos que comprovem interesse pessoal, inimizade ou falta de imparcialidade do promotor. Segundo ela, conversar com testemunhas e pedir cautelares faz parte das funções do MP e fica sujeito ao controle da Justiça.

Denúncia aponta quatro crimes

A denúncia aponta apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo. Segundo o MP-SP, Mendonça teria se apropriado de cerca de 131 itens esportivos da Nike e coagido funcionários e responsáveis por relatórios de estoque. São alegações da acusação, sem condenação.

Uma auditoria interna pedida pelo presidente Osmar Stabile apontou irregularidades no controle dos materiais e incluiu o vice entre os envolvidos. Mendonça nega. Ele afirma que as retiradas eram transferências administrativas legítimas, documentadas por e-mails e requisições, e chama os relatórios de politicamente motivados e tendenciosos.

O Corinthians informou que não vai se manifestar sobre o caso. A defesa de Mendonça não respondeu ao pedido de posicionamento sobre a decisão.

Serviço: o interrogatório de Mendonça está previsto para audiência virtual em 10 de novembro, na ação penal que tramita na 25ª Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

Perguntas frequentes

Armando Mendonça foi preso?

Não. A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público, e Mendonça segue no cargo, mas continua réu.

Quando será o interrogatório de Armando Mendonça?

Está previsto para audiência virtual em 10 de novembro, na 25ª Vara Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

Quais crimes Armando Mendonça responde?

Apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo, segundo a denúncia do MP-SP.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também