Judiciário do Irã diz que seu chefe se reuniu com líder supremo, sem data nem local
Mojtaba Khamenei, no cargo desde março, não divulgou nenhum vídeo desde a nomeação e só se comunica por mensagens escritas.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Judiciário do Irã informou no sábado (24) que seu chefe, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, teve um encontro raro com o líder supremo, Mojtaba Khamenei. Ele ainda não apareceu em público desde a nomeação. Nem a data nem o local da reunião foram revelados, como já havia ocorrido em encontros anteriores.
Sem imagem, data ou local, o único registro é o comunicado oficial iraniano. Não há como confirmar de forma independente quando e em que condições a conversa aconteceu. A guerra no Oriente Médio mantém o petróleo em alta: o Brent fechou a US$ 116,72 o barril na sexta (23), o que costuma pesar no preço dos combustíveis em todo o país, inclusive no RS.
O que o comunicado diz
Segundo o Mizan Online, site do Judiciário, os dois trataram da proteção dos direitos públicos e do combate à corrupção. Também falaram em buscar compensação por danos materiais e morais atribuídos pelo Irã a "criminosos americanos e sionistas". O comunicado não traz valores nem detalha como seria cobrada a indenização.
Mohseni-Ejei chefia o Judiciário desde 1º de julho de 2021. Mojtaba foi escolhido em março para suceder o pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques dos EUA e de Israel no centro de Teerã. Os ataques ocorreram no fim de fevereiro, no início da guerra.
Desde então, o novo líder só se comunicou por mensagens escritas, algumas publicadas em manuscritos atribuídos a ele. No início da semana, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também teria se encontrado com ele. O presidente Masoud Pezeshkian teria feito o mesmo em maio.
Tensão com os EUA segue alta
O presidente americano, Donald Trump, voltou a falar numa nova rodada de ataques ao Irã caso Teerã não feche um acordo com Washington. O embaixador iraniano Reza Amiri Moghadam disse que o país se dispõe a reabrir o Estreito de Ormuz se os EUA suspenderem o bloqueio naval. Ele acusou Trump de rejeitar a proposta.
Segundo uma fonte ouvida pela NPR, EUA e Israel poderiam lançar novos ataques no início de novembro, depois de Trump descartar ações antes das eleições legislativas americanas. Essas eleições estão marcadas para terça-feira, 3 de novembro.
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