Jordânia diz ter matado mais de 20 do EI na Síria; Damasco relata sete mortos
Amã liga o bombardeio na província de Daraa ao ataque à igreja de Karak, que deixou nove mortos; os dois governos anunciam uma comissão conjunta.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A Força Aérea da Jordânia bombardeou alvos no sul da Síria na noite de segunda-feira (26) e afirmou, nesta terça-feira (27), ter matado mais de 20 integrantes do Estado Islâmico. A Síria disse que os ataques mataram sete pessoas, entre elas três crianças e uma mulher.
A ofensiva é a resposta de Amã ao ataque a tiros contra uma igreja ortodoxa grega em Karak, no sul jordaniano, em 23 de outubro. O atentado deixou nove mortos, e as forças de segurança prenderam dois irmãos e um cunhado após um tiroteio ligado ao caso. Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas a Jordânia diz que os militantes atingidos na Síria eram do Estado Islâmico.
O que Amã diz ter atingido
A operação, batizada de "Dissuasão Jordaniana – Hammoud", mirou o que o governo descreveu como esconderijos de organizações terroristas no sul da Síria. A imprensa regional situa os bombardeios na província de Daraa. O porta-voz do governo, Mohammad al-Momani, afirmou que os alvos foram escolhidos com base em informações de campo. Ele disse que as estimativas preliminares indicam mais de 20 mortos e a destruição de um grande depósito de armas.
Momani lamentou as mortes de civis e disse que a Jordânia evitou locais onde havia indicação de presença de moradores. A Jordânia não divulgou nomes dos militantes mortos.
Divergência sobre coordenação
O Exército jordaniano afirmou que agiu em coordenação com Damasco. O governo sírio diz que não houve coordenação prévia e anunciou uma investigação. O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou os bombardeios como violação da soberania do país.
Declarações recentes de autoridades jordanianas de que o ataque à igreja não teria sido planejado previamente parecem destoar da justificativa de Amã para os bombardeios.
Comissão conjunta
Os dois países dizem que vão criar uma comissão conjunta. A chancelaria síria afirma que o grupo deve evitar novas violações, proteger a fronteira comum e garantir coordenação de segurança em campo. Para Amã, o colegiado deve acompanhar as consequências da operação e reforçar a coordenação contra o Estado Islâmico, com proteção aos civis. Os governos não divulgaram quem vai integrar a comissão nem quando ela começa a funcionar.
Os ataques elevaram a tensão entre os dois aliados dos Estados Unidos. O próximo passo é a investigação anunciada por Damasco e a instalação da comissão conjunta entre Síria e Jordânia.
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