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Ataques em Oromia, na Etiópia, deixam ao menos 60 mortos, diz Igreja Ortodoxa

Governo regional e uma fonte ligada a aliança rebelde acusam um ao outro pelos massacres em dois distritos da zona de Arsi, a cerca de 190 km de Adis Abeba.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A sunlit, dry highland plain of red earth and scatter
Ilustração: Bairrista

Dois ataques na região de Oromia, na Etiópia, mataram ao menos 60 pessoas, segundo o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Etíope. A Igreja diz que 14 fiéis foram mortos no distrito de Merti na terça (20) e 46 no distrito de Sherka no sábado (24). Os números são da Igreja e não foram confirmados por fonte independente.

A notícia mostra que a violência contra civis segue forte numa das regiões mais populosas da África, com cerca de 40 milhões de habitantes.

Igreja pede proteção e Justiça

Segundo o comunicado, as 14 mortes em Merti ocorreram em Gora Silingo, na localidade de Angada. As outras 46 foram em Tereta, Chole e Birbo, em Sherka. Os dois distritos ficam na zona de Arsi, no centro da Etiópia. A Igreja também informou mais de 20 casas incendiadas e mais de 20 pessoas internadas com ferimentos graves.

O comunicado foi divulgado na segunda (26). A Igreja pediu que as instituições do governo condenem os ataques publicamente, reforcem a proteção aos civis e levem os responsáveis à Justiça. Os religiosos não deram detalhes sobre como as vítimas morreram nem sobre quem estaria por trás dos ataques.

Versões opostas sobre a autoria

O governo regional de Oromia afirma que a aliança rebelde fez os ataques para tentar provocar um conflito religioso, mas não apresentou provas. Uma fonte ligada à aliança disse que o próprio governo regional cometeu as mortes, com base em conversas com dois moradores.

O Exército de Libertação Oromo (OLA) é um dos sete grupos da Aliança das Forças Populares Etíopes pela Sobrevivência, formada em setembro para derrubar o governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed. O OLA enfrenta as forças do governo em Oromia desde 2018. Investigadores da ONU acusam o OLA de assassinatos, estupros e sequestros. Organizações de direitos humanos também documentaram abusos das forças do governo.

Um representante do governo regional lamentou as mortes. Ele disse que as autoridades regionais começaram a agir contra os responsáveis e prometeu assistência a feridos e deslocados. O Sínodo segue reunido em Adis Abeba, e o governo regional não divulgou prazo para a investigação.

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