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JK Rowling diz que seguirá contra o "ativismo trans" e bancará mulheres na Justiça

Em ensaio de mais de 2.000 palavras no próprio site, a autora de Harry Potter atualiza o texto de 2020 e afirma que suas opiniões não mudaram.

Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A closed hardcover book resting beside a quill pen an
Ilustração: Bairrista

A escritora britânica JK Rowling, autora da saga Harry Potter, prometeu continuar se manifestando contra o que chama de "ativismo trans". Também disse que seguirá financiando mulheres que levam seus direitos à Justiça. O compromisso consta de um novo ensaio, publicado em seu site nesta quarta-feira (21).

O texto, intitulado "An Update to My Essay of June 2020", tem mais de 2.000 palavras e revisita o primeiro grande ensaio de Rowling sobre sexo e gênero, de seis anos atrás. A autora, de 61 anos, escreveu que suas opiniões não mudaram, mas o cenário sim, e que seu envolvimento no tema passou a ser prático, além de teórico.

"Vou continuar falando, continuar usando meu dinheiro para ajudar mulheres que, de outra forma, não teriam condições de ir à Justiça", escreveu Rowling. Ela também afirmou que, se um homem pode ser mulher, não existe tal coisa como uma mulher. Os trechos divulgados do ensaio não indicam quais mulheres ou processos serão beneficiados.

Rowling defende espaços só para mulheres

Rowling defende espaços exclusivos para mulheres, como vestiários e serviços de apoio a vítimas de estupro. Para ela, o ativismo trans é sustentado por universidades, empresas, órgãos de governo e entidades de defesa, e atinge mais as mulheres da classe trabalhadora do que as ricas. Ela cita a Stonewall, ONG britânica, entre os grupos que, segundo ela, levaram empresas e órgãos públicos a abrir esses espaços a mulheres trans.

A escritora nega ser transfóbica e diz que sua preocupação é o impacto do ativismo transgênero sobre os direitos das mulheres e sobre os espaços só para elas. O Rowling Women's Fund está entre os que financiam a ação judicial de um grupo feminista.

Suprema Corte britânica definiu mulher pelo sexo em 2025

Em abril de 2025, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que a definição legal de mulher se baseia no sexo de nascimento. A decisão despertou temores de discriminação contra pessoas trans. Na semana passada, o serviço público de saúde da Inglaterra (NHS) informou que mulheres trans não serão mais internadas em enfermarias femininas. Rowling escreve que as mulheres ainda precisam lutar por seus direitos na lei.

As posições da autora conquistaram a simpatia de parte das feministas, mas também renderam críticas. O ator Daniel Radcliffe, que interpretou Harry Potter nos filmes, está entre os que se distanciaram publicamente dela. A atriz Bel Powley, da série de TV de Harry Potter, disse em agosto que discorda das opiniões de Rowling e apoia a comunidade trans.

O ensaio completo está no site da autora, em inglês, sob o título "An Update to My Essay of June 2020".

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