Itália manda 500 soldados a Milão antes de novos protestos neste sábado (24)
Decreto de Giorgia Meloni cria crime de participação violenta em manifestações, com pena de até cinco anos, e facilita o processo contra adolescentes com mais de 14 anos.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A Itália pôs soldados nas ruas de Milão neste sábado (24), quando a cidade espera novos protestos. O país deslocou os militares para a capital da moda e das finanças uma semana depois de saques e confrontos com a polícia. O reforço de 500 soldados está previsto no decreto do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Gaúcho com viagem marcada à Itália deve contar com mais segurança no centro de Milão. Praças centrais e ruas comerciais terão policiamento reforçado e intervenção mais rápida em manifestações. As autoridades também fazem vigilância com drones e verificações em estações de trem.
O que prevê o decreto
O governo aprovou o decreto na terça-feira (20). Os 500 soldados adicionais ficarão em Milão até o fim do ano.
O texto cria um novo crime. A participação violenta em manifestações é punível com até cinco anos de prisão e multa de até 20 mil euros. A pena aumenta se o infrator cobrir o rosto ou se houver feridos.
Os menores são o foco de parte das regras. Quem causar dano ao patrimônio terá de ressarcir o prejuízo. No caso de menores, quem paga são os pais. O decreto também facilita processar jovens com mais de 14 anos. Pelo texto, essa faixa etária é considerada capaz de entender os próprios atos, salvo prova em contrário.
Saques, presos e prejuízo
Em vídeo nas redes sociais, Meloni chamou de "dolorosa e assustadora" a presença de tantos menores entre os manifestantes. Entre os detidos havia uma criança de 11 anos, a mais nova.
A polícia de Milão informou que 2 mil jovens participaram dos distúrbios nos dias 17 e 18. Dos 45 detidos no fim de semana, 34 eram menores de idade. Os protestos causaram prejuízo de 1 milhão de euros ao centro comercial de Milão, quando manifestantes saquearam lojas e incendiaram propriedades. Perto da praça Duomo, manifestantes quebraram vitrines e levaram tênis e artigos esportivos.
Nos últimos dias, manifestantes lançaram pedras, sinalizadores, coquetéis molotov e fogos de artifício contra a polícia. Os agentes responderam com cassetetes, canhões de água e gás lacrimogêneo. O esquema de sábado vai além do centro, porque as autoridades temem que os manifestantes se desloquem para outros bairros e fujam das áreas mais vigiadas. Em Roma, as autoridades bloquearam ruas de lojas de luxo e reforçaram os controles.
Próximo passo no Parlamento
O Parlamento precisa transformar o decreto em lei em até 60 dias. Se não for convertido, o decreto perde a validade. Os soldados permanecem em Milão até 31 de dezembro.
Leia também
Ataque aéreo no Iêmen mata quatro da mesma família perto de Taiz; houthis culpam sauditas

Justiça de Córdoba identifica oito desaparecidos da ditadura e chega a 38 em La Perla

Rússia e Ucrânia agendam conversas em Abu Dhabi para novembro; Kiev sofre novo ataque

Kim Jong Un faz visita de um dia à China e cruza a nova ponte do Rio Yalu em Dandong

Mais lidas
1Debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro começa às 21h20 desta sexta; veja onde assistir2Lula e Flávio Bolsonaro fazem último debate na Globo às 21h20 desta sexta (23)3Homem é morto a tiros no Passo das Pedras, em Porto Alegre; área foi isolada4Dois rostos de ferro do Chafariz das Nereidas são furtados em Pelotas5Dólar cai 0,90% e fecha a R$ 4,99; Ibovespa sobe 0,47% antes do 2º turno