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Irã e Catar negociam no 3º dia em Doha; Trump promete não atacar antes de 3 de novembro

Trump não descartou ação militar depois da votação de 3 de novembro, e negociadores iranianos seguem em Doha no 3º dia.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Arte: mesa de negociação com bandeiras do Irã e dos Estados Unidos, relógio e mapa do Golfo Pérsico ao fundo
Arte: Bairrista

Negociadores do Irã e mediadores do Catar chegaram ao terceiro dia seguido de conversas em Doha, no domingo (1º), para tentar encerrar a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o país, que já dura oito meses. Não há acordo definitivo. O presidente americano, Donald Trump, prometeu não ordenar novos ataques antes das eleições de meio de mandato nos EUA, na terça-feira (3), mas não descartou agir depois.

A pausa vale até a votação; depois dela, o cenário fica em aberto. O petróleo, que pesa no diesel e na gasolina dos postos gaúchos, acompanha de perto a discussão.

O que está na mesa em Doha

A rodada atual começou na sexta-feira (30), com reuniões em Teerã entre autoridades iranianas e mediadores do Catar. No sábado, as conversas foram transferidas para Doha. A informação sobre o terceiro dia veio de uma autoridade a par das discussões, ouvida pela Reuters. Entre os temas em discussão está a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo a Revista Oeste e o portal Brasil em Folhas.

Segundo a mesma fonte da Reuters, os representantes do Catar mantêm comunicação regular com Washington para coordenar as discussões. Os nomes dos mediadores catarianos que conduzem as reuniões não foram divulgados nas reportagens consultadas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse no domingo que as negociações estão "em andamento e progredindo". Ele afirmou que Teerã está preparada tanto para a defesa quanto para a diplomacia. Segundo o iMirante, ele também disse que nenhuma decisão definitiva foi alcançada.

Trump e Rubio: sem decisão sobre novos ataques

Trump disse que as conversas com Teerã têm sido produtivas. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou no sábado (31) que o presidente prefere resolver o conflito pela via diplomática, mas ainda não decidiu se haverá novas ofensivas. Nenhum dos relatos consultados cita prazo ou condição específica fixada por Trump para o Irã.

Do lado iraniano, o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, ordenou no sábado que as Forças Armadas mantenham prontidão para qualquer ataque. O governo iraniano reiterou que responderia a novas ofensivas atingindo alvos dos EUA e de Israel em países vizinhos.

O que isso pode mexer no bolso do gaúcho

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do mundo, e por isso a discussão sobre sua reabertura é acompanhada de perto pelo mercado. Os preços da gasolina e do diesel no RS dependem da política de preços da Petrobras, do câmbio e da cotação internacional do petróleo. Um acordo tende a aliviar a pressão sobre o barril, e uma nova escalada tende a aumentá-la. Até esta segunda-feira (2), as fontes consultadas não registram um novo reajuste da estatal ligado às negociações.

A promessa de Trump vale até a votação das eleições legislativas dos EUA, na terça (3). As conversas em Doha seguem.

Perguntas frequentes

Quando termina a pausa nos ataques dos EUA ao Irã?

Trump prometeu não ordenar novos ataques até as eleições de meio de mandato nos EUA, na terça-feira (3). Depois da votação, o cenário fica em aberto.

Onde estão acontecendo as negociações?

A rodada começou com reuniões em Teerã na sexta-feira (30) e, no sábado, foi transferida para Doha, no Catar.

Isso pode mexer no preço da gasolina e do diesel no RS?

Sim, o petróleo influencia os preços. Um acordo tende a aliviar a pressão sobre o barril, e uma nova escalada tende a aumentá-la. Até segunda-feira (2), não há reajuste da Petrobras ligado às negociações.

Saber mais: fontes consultadas (4)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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