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Intelectuais como Levitsky e Jason Stanley assinam manifesto por Lula no 2º turno

Texto de judeus e não judeus alerta para os riscos de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e responde às críticas de parte da comunidade judaica ao presidente.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Foto: Intelectuais como Levitsky e Jason Stanley assinam manifesto por Lula no 2º turno
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Intelectuais brasileiros e estrangeiros assinaram um manifesto de apoio à candidatura de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revelou o documento no sábado (24). Entre os signatários estão o cientista político Steven Levitsky, professor de Harvard, e o filósofo Jason Stanley.

Intitulado "Jews and Non-Jews for Brazilian Democracy", o texto trata a eleição como um teste para a democracia. Cita ataques a grupos minoritários, à ciência e à imprensa, tentativas de deslegitimar o sistema eleitoral e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os autores avisam que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia alimentar o preconceito no país.

Quem assina e quem escreveu

Quatro integrantes do coletivo Judias e Judeus pela Democracia (JJpD) idealizaram o texto: a psicóloga Lia Vainer Schucman, a filantropa Ines Mindlin Lafer, o sociólogo Michel Gherman e o antropólogo e publisher Ricardo Teperman. Os quatro integram o coletivo Judias e Judeus pela Democracia (JJpD).

Entre os brasileiros que assinam, segundo a coluna, estão o editor Luiz Schwarcz, a historiadora Lilia Schwarcz, o músico Arthur Nestrovski e a escritora Natalia Timerman. Também assinam o antropólogo Marcio Goldman, a filósofa Déborah Danowski e o pesquisador Kauê dos Santos Lopes. Do exterior, aparecem ainda a historiadora Marianne Hirsch, a quadrinista Nora Krug, o jornalista Peter Beinart, a filósofa Susan Neiman e o historiador Leo Spitzer.

O que o texto diz sobre Israel e Gaza

O manifesto reconhece que falas do presidente causaram preocupação entre judeus brasileiros. Os autores afirmam, porém, que a alta do antissemitismo no país acompanha uma escalada global e não pode ser atribuída à Presidência de Lula.

Em defesa do petista, o texto diz que ele reconheceu o direito de Israel de existir e viver em segurança e defendeu a solução de dois Estados. Também lembra que Lula condenou os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e exigiu a libertação dos reféns. O documento também afirma que apoio incondicional a Israel, como o da família Bolsonaro, não protege contra o antissemitismo.

A crítica da Conib

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) vem criticando Lula desde antes da campanha. Em 11 de maio de 2025, a entidade chamou de "antissemitas e irresponsáveis" a fala em que o presidente, em Moscou, disse que Israel comete "genocídio" em Gaza. Em 3 de junho de 2025, a Conib afirmou que Lula atacou os judeus ao pedir que defensores de Israel parassem com o "vitimismo". A entidade também sustenta que os pronunciamentos do presidente alimentam o antissemitismo.

O JJpD já havia declarado apoio a Lula em 29 de agosto. O grupo antecipou aquele manifesto depois que Flávio Bolsonaro anunciou Cláudio Lottenberg como ministro da Saúde de um eventual governo. Lottenberg preside a Conib.

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