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Imprensa internacional vê eleição de domingo como teste da onda conservadora na região

Datafolha de sábado dava 51% a 49% para Flávio Bolsonaro, e jornais de Argentina, França, EUA e Catar discutem o que o resultado muda para Washington e Israel.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Foto: Imprensa internacional vê eleição de domingo como teste da onda conservadora na região
Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

A eleição presidencial deste domingo (25), entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), virou assunto na imprensa internacional. La Nación, Clarín, Le Monde, The New York Times e Al Jazeera tratam o segundo turno como possível teste para uma onda de governos de direita na América Latina. Também o veem como ponto de virada no alinhamento do Brasil com Estados Unidos e Israel.

Quadro: Imprensa internacional vê eleição de domingo como teste da onda conservadora na região
Entenda em um quadro · Bairrista

O eleitor gaúcho vota neste domingo como o restante do país. O presidente eleito define a posição do Brasil diante de Washington, de Tel Aviv e dos vizinhos do Cone Sul. Isso afeta o comércio exterior de um estado exportador de grãos e carnes.

O que mostra a última pesquisa

O Datafolha divulgado no sábado (24), véspera do segundo turno, aponta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. O resultado representa empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 48% e Lula, 47%.

O instituto ouviu 4.050 brasileiros na sexta-feira (23) e no sábado (24). A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-09540/2026. Na sondagem anterior, divulgada na quinta-feira (22), os dois estavam empatados em 50%.

O que dizem os jornais

O argentino La Nación avalia que uma vitória de Flávio consolidaria o que o presidente argentino, Javier Milei, chama de "onda azul" de governos de direita. O jornal atribui o desempenho do senador no primeiro turno ao desgaste de Lula após três mandatos. Pergunta ainda se o movimento seria uma virada duradoura ou só uma oscilação de pêndulo.

O Clarín, também da Argentina, afirma que a disputa não se resume a esquerda ou direita. Segundo o jornal, a questão social pesou na reta final: pelas pesquisas, o governo recuperou terreno com benefícios como o reajuste do Bolsa Família e o fim da escala 6x1.

O francês Le Monde classifica a eleição como a mais importante do ano, junto das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. Segundo o jornal, Flávio defende "o alinhamento com o governo Trump". Para o Le Monde, uma vitória dele colocaria toda a América do Sul, exceto o Uruguai, sob a influência de Washington.

Editorial do NYT critica Trump; Al Jazeera cita Israel

Em editorial de opinião publicado neste domingo, o The New York Times afirma que os Estados Unidos têm um "histórico problemático" de interferência em eleições estrangeiras. O texto diz que o presidente Donald Trump leva Washington de volta a um passado intrometido. Segundo o jornal, Trump não endossou formalmente Flávio, mas fez tudo, exceto isso. O editorial também cita que o pai do senador, Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe.

A Al Jazeera, do Catar, diz que países latino-americanos estreitam laços com Israel e que um governo Flávio poderia levar o Brasil a esse grupo. A emissora afirma que o senador exibe bandeiras israelenses em comícios e cita sua amizade com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo a Al Jazeera, a pesquisadora Marta Tawil Kuri, do Colegio de México, vê "convergência" entre líderes de direita que buscam validação em Washington, apoio de evangélicos e a ofensiva diplomática de Israel na região.

As afirmações sobre interferência, bandeiras e alinhamento externo são avaliações dos veículos citados, não posições oficiais de governos ou campanhas.

Serviço

A votação do segundo turno ocorre neste domingo (25), das 8h às 17h no horário de Brasília, em todo o país, inclusive nos municípios gaúchos. O resultado oficial é divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no site da Justiça Eleitoral.

Perguntas frequentes

Quando é a votação do segundo turno?

Domingo (25), das 8h às 17h no horário de Brasília, em todo o país, inclusive nos municípios gaúchos.

Onde sai o resultado oficial?

Pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no site da Justiça Eleitoral.

Qual foi o resultado do último Datafolha?

Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.

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