Ibovespa cai 1,3%, a 203.815 pontos, em ajuste antes do 2º turno; dólar abriu a R$ 5,05
Índice tocou a mínima de 203.051,87 pontos; Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% para domingo (25).
Por que afeta o RS: Cotação do dólar e desempenho da bolsa influenciam preços e condições de crédito no estado.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 5 min de leitura
Atualizada 23/10, 02:52 · Os juros futuros subiram na quinta (22): o DI para janeiro de 2028 chegou a 12,955%, alta de 18 pontos-base, com a disputa presidencial apertada e a aversão global ao risco.

O Ibovespa recuou 1,3% nesta quinta (22), para 203.814,72 pontos no fechamento preliminar, segundo a Reuters. Na mínima do dia, o índice chegou a 203.051,87 pontos. A queda acompanhou o viés negativo das bolsas no exterior e ajustes de investidores antes da eleição presidencial de domingo (25).
Em dois pregões, o índice perdeu 2,15% desde os 208.295,98 pontos de terça (20). A oscilação da bolsa mexe com investimentos e com o custo de financiamento de empresas e poupadores gaúchos. O dólar abriu a quinta em alta, a R$ 5,05, e fechou a quarta a R$ 5,0272, acima dos R$ 5,0189 de terça, o que encerrou a sequência de três quedas.

A cotação pesa no bolso de quem compra insumos importados e de quem vende soja e arroz lá fora, como produtores e indústrias gaúchas. Os exportadores de soja, carnes e calçados sentem o câmbio direto na receita, e os juros futuros influenciam o crédito e o endividamento das famílias do estado.
Dólar abre quinta em alta, a R$ 5,05
A moeda subiu 0,45% perto das 9h desta quinta (22), cotada a R$ 5,05. Na quarta, o dólar havia avançado 0,17%, a R$ 5,0272. Segundo o g1, o movimento se relaciona à alta do petróleo, às pesquisas eleitorais e à atenção dos investidores aos balanços corporativos.
Juros futuros sobem 18 pontos-base na quinta
Os juros futuros avançaram na quinta (22) com a disputa presidencial apertada e a aversão global ao risco, segundo a Reuters. A taxa do DI para janeiro de 2028 chegou a 12,955%, alta de 18 pontos-base no dia, depois de marcar mínima de 12,850%.
Pesquisas recentes indicam disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, e os investidores reagiram à incerteza eleitoral e fiscal. Taxas mais altas encarecem o crédito para empresas e consumidores gaúchos e pesam nas decisões de investimento.
Quarta teve cautela eleitoral e queda de 0,86%
O Ibovespa recuou 0,86% na quarta (21), a 206.495 pontos, em pregão de cautela eleitoral e preocupação com as contas públicas. Hapvida (-8,48%), WEG (-7,34%) e Cogna (-7,08%) lideraram as quedas, e as ações da Vale e da Petrobras também recuaram. Analistas apontaram ainda realização de lucros após as altas recentes da bolsa.
A pesquisa Quaest divulgada no dia mostrou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45% e o presidente Lula (PT) com 44% no segundo turno de domingo (25).
Terça teve o 2º maior fechamento da história
O dólar comercial fechou na terça (20) a R$ 5,0189, queda de 0,58%, a terceira seguida. Com isso, a moeda acumula baixa de 8,56% em 2026 e deixou para trás o patamar de R$ 5,04 da segunda.
O Ibovespa avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos, atrás só do recorde de 209.066,90 pontos, de 9 de outubro. Foi a volta da alta depois de quatro quedas em cinco pregões. O giro financeiro foi de R$ 29,1 bilhões, com entrada de capital estrangeiro e influência das pesquisas sobre a disputa entre Lula e Flávio.
A alta foi puxada por bancos e varejo, com os investidores atentos às pesquisas eleitorais. Segundo o InfoMoney, o movimento refletiu o otimismo com a eleição presidencial, com a percepção de que Flávio seguia à frente de Lula. O site atribui a alta ao chamado trade eleitoral e ao cenário externo favorável. Os juros futuros recuaram pelo mesmo motivo. Pela cotação à vista, o dólar encerrou a R$ 5,0183.
Bolsa soma R$ 500 bilhões em outubro
A bolsa acumula ganho de cerca de R$ 500 bilhões em outubro até terça, a quarta maior alta mensal desde 2020, de acordo com o InfoMoney.
O petróleo pesa em outra frente: o brent para dezembro recuou 0,69% na terça, a US$ 108,79 o barril, segundo o g1. Às 9h03 de quinta, o barril era negociado a US$ 111,46. O preço do petróleo repercute nos combustíveis e nos custos de transporte e de produção no estado.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decide sobre os juros do país na próxima semana. A decisão entra no radar do câmbio e dos investidores.
Da abertura ao fechamento de terça
O dólar abriu em queda de 0,43%, a R$ 5,0262, por volta das 9h, segundo o g1, com informações da Reuters. Ao longo do dia, a baixa se ampliou e a moeda terminou em R$ 5,0189. Investidores também acompanharam dados de emprego dos Estados Unidos e a situação fiscal da Europa, onde há uma onda de protestos.
Focus eleva inflação de 2027 e reduz crescimento
O boletim Focus divulgado na segunda (19) subiu de 4,30% para 4,32% a projeção de inflação para 2027. A estimativa do IPCA de 2026 ficou em 5,22%, acima do teto de 4,5% da meta.
As projeções de crescimento do PIB caíram para 1,83% em 2026 e 1,32% em 2027. Para a Selic, o mercado prevê 13,25% ao ano no fim de 2026. Inflação, juros e crescimento nessas faixas repercutem em preços, crédito e atividade de consumidores e empresas gaúchas.
Fechamento de segunda
O Ibovespa terminou a segunda-feira (19) aos 205.079,25 pontos, com baixa de 0,17%. O dólar comercial recuou 0,5%, a R$ 5,0481.
O segundo turno é no domingo (25), e o Fed decide sobre os juros dos EUA na semana que vem.
Atualização: entrou o desempenho dos juros futuros na quinta (22): o DI para janeiro de 2028 chegou a 12,955%, alta de 18 pontos-base, após mínima de 12,850%, com a incerteza eleitoral e fiscal e a aversão global ao risco.
Perguntas frequentes
Quando é o segundo turno da eleição presidencial?
Domingo (25), segundo a matéria.
Quanto estava o dólar na abertura de quinta-feira (22)?
Cotado a R$ 5,05, com alta de 0,45% perto das 9h.
Quanto fechou o Ibovespa na quinta-feira (22)?
Em fechamento preliminar, aos 203.814,72 pontos, queda de 1,3%.
Saber mais: fontes consultadas (21)
- Space Money (g1/Reuters)
- Expresso Rondônia (reprodução de texto do g1)
- InfoMoney
- Space Money
- Metrópoles
- Folha de S.Paulo
- Correio Braziliense
- g1
- Jornal do Comércio
- InfoMoney (21/10)
- Money Times
- InfoMoney (20/10)
- Times Brasil
- Diário do Sudoeste
- Revista Oeste
- UOL Economia
- Valor Econômico
- Bom Dia Mercado
- g1 (22/10)
- UOL Economia (Reuters)
- UOL Economia (Reuters)
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