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Historiadoras de Flores da Cunha mapeiam e gravam o som dos sinos das capelas

Projeto Sinfonia do Bronze quer descobrir a origem das peças e instalar placas com QR Code nas torres, com apoio da prefeitura e de recursos da PNAB.

Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Foto: Historiadoras de Flores da Cunha mapeiam e gravam o som dos sinos das capelas
Foto: Divulgação/SER Caxias

As historiadoras Danúbia Otobelli e Graziela Mazzarotto lançaram em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, o projeto Sinfonia do Bronze. A proposta é mapear os sinos das capelas da área urbana e do interior, pesquisar de onde vieram e gravar o toque de cada um.

Quadro: Historiadoras de Flores da Cunha mapeiam e gravam o som dos sinos das capelas
Entenda em um quadro · Bairrista

O resultado final são placas com QR Code nas torres das capelas. Ao escanear o código, moradores e visitantes poderão ler a origem do sino e ouvir o toque específico daquela capela.

Sinos do interior ainda têm origem desconhecida

Os cinco sinos franceses de 1901, instalados no campanário da Igreja Matriz, são os mais conhecidos de Flores da Cunha. Eles receberam os nomes de Pierina, Cláudio, Dom Finotti, Antonieta e Imaculata. Segundo Danúbia, existem muitos outros espalhados pelas capelas, e a origem deles ainda não foi identificada.

Algumas peças já têm pistas. Um sino da capela São Bartolomeu, na Linha 60, foi fundido em 1922 pela fundição de João Bellini, de Garibaldi. Outro, na capela de Santo Antônio, na Linha 80, é de 1901 e saiu da Fundição Paccard, na Savoia, na França. A capela Nossa Senhora do Rosário, em Nova Roma, tem um sino datado de 1926.

Três etapas, da pesquisa ao QR Code

A primeira etapa reúne o mapeamento, o exame das características físicas e das marcas de fundição, e a pesquisa em arquivos, periódicos e fotografias. Cada sino ganhará um pequeno texto.

Na segunda, as historiadoras vão gravar os diferentes toques de cada capela e montar um arquivo digital de preservação da identidade sonora. A terceira etapa é a das placas nas torres.

Graziela também aponta o desaparecimento do sineiro. Segundo ela, a falta de renovação geracional deixou uma lacuna na tradição do toque nas comunidades. Antes do relógio mecânico, o timbre e o ritmo avisavam se era missa, hora do almoço, morte ou tempestade.

Apoio da prefeitura e da PNAB

O projeto tem apoio da prefeitura e recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal. Os organizadores não divulgaram o valor investido nem o prazo de cada etapa.

Em 2009, o Iphan registrou o Toque dos Sinos e o Ofício de Sineiro como patrimônio cultural do Brasil, a partir de um levantamento em nove cidades mineiras. O reconhecimento serve de referência para iniciativas de documentação como a florense.

O andamento do Sinfonia do Bronze pode ser acompanhado no perfil @sinfoniadobronze, no Instagram.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo do projeto Sinfonia do Bronze?

Mapear os sinos das capelas de Flores da Cunha, pesquisar sua origem, gravar o toque de cada um e instalar placas com QR Code nas torres.

Quem são as responsáveis pelo projeto?

As historiadoras Danúbia Otobelli e Graziela Mazzarotto.

Quais recursos financiam o projeto?

Apoio da prefeitura de Flores da Cunha e recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal. O valor investido não foi divulgado.

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