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Ginecologista defende mamografia no rastreio e diz que não há dose segura de álcool

Taismara Riboriski falou ao programa Primeira Hora sobre o workshop do Outubro Rosa em Tapes; no SUS, o rastreamento organizado segue de 50 a 74 anos.

Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Profissional de saúde posiciona paciente em aparelho de mamografia. Imagem de arquivo de campanha de conscientização sobre o câncer de mama.
Foto: Staff Sgt. Sheila deVera / Wikimedia Commons (Public domain)

A ginecologista e obstetra Taismara Riboriski afirmou, em entrevista ao programa Primeira Hora nesta sexta (23), que a mamografia é o exame mais indicado para rastrear o câncer de mama. Ela também disse que, para esse tipo de tumor, não existe quantidade segura de álcool. A conversa tratou do workshop do Outubro Rosa realizado em Tapes pela Panvel, em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer.

Quadro: Ginecologista defende mamografia no rastreio e diz que não há dose segura de álcool
Entenda em um quadro · Bairrista

Riboriski afirmou que o Ministério da Saúde passou a recomendar o início do rastreamento mamográfico aos 40 anos. A regra do SUS é outra. A Nota Técnica nº 626/2025 orienta que o rastreamento populacional seja feito em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Quem tem de 40 a 49 anos e não tem sintomas também pode fazer o exame no SUS, depois de ser orientada por um profissional de saúde sobre riscos e benefícios.

Mamografia detecta o que a ecografia não mostra

A médica explicou que a mamografia, embora mais desconfortável, identifica alterações mínimas, como as microcalcificações, que a ecografia não revela. A ecografia, segundo ela, serve de aliada quando já existe suspeita, para detalhar a localização e o tamanho de nódulos.

Álcool entra na lista de risco

Sobre bebida alcoólica, Riboriski foi direta: "Em relação ao câncer de mama, não existe uma dose de álcool segura". Ela disse que o histórico familiar aumenta o risco, mas que os hábitos também influenciam. A médica também citou a atividade física e a alimentação equilibrada como formas de prevenção.

A afirmação segue a posição da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), ligada à OMS. Para a agência, não há níveis seguros de consumo de álcool quando se trata de maior risco de câncer.

Na entrevista, Riboriski elogiou a atuação da Liga Feminina em Tapes e na região e defendeu levar profissionais de saúde a espaços do dia a dia, como as farmácias. Ela reforçou que o cuidado deve durar o ano inteiro, e não só em outubro.

Quem tem de 40 a 49 anos e quer fazer a mamografia pelo SUS deve procurar uma unidade de saúde para a avaliação.

Perguntas frequentes

Com quantos anos a mamografia é feita pelo SUS?

Pelo rastreamento organizado do SUS, a faixa é de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Mulheres de 40 a 49 sem sintomas também podem fazer o exame, após orientação de um profissional de saúde.

Existe quantidade segura de álcool para o câncer de mama?

Não. Segundo a ginecologista Taismara Riboriski, não existe dose de álcool segura em relação ao câncer de mama, posição alinhada à Iarc, ligada à OMS.

Qual exame detecta alterações que a ecografia não mostra?

A mamografia, que identifica alterações mínimas como as microcalcificações. A ecografia serve para detalhar nódulos quando já há suspeita.

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