Ginecologista defende mamografia no rastreio e diz que não há dose segura de álcool
Taismara Riboriski falou ao programa Primeira Hora sobre o workshop do Outubro Rosa em Tapes; no SUS, o rastreamento organizado segue de 50 a 74 anos.
Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

A ginecologista e obstetra Taismara Riboriski afirmou, em entrevista ao programa Primeira Hora nesta sexta (23), que a mamografia é o exame mais indicado para rastrear o câncer de mama. Ela também disse que, para esse tipo de tumor, não existe quantidade segura de álcool. A conversa tratou do workshop do Outubro Rosa realizado em Tapes pela Panvel, em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer.

Riboriski afirmou que o Ministério da Saúde passou a recomendar o início do rastreamento mamográfico aos 40 anos. A regra do SUS é outra. A Nota Técnica nº 626/2025 orienta que o rastreamento populacional seja feito em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Quem tem de 40 a 49 anos e não tem sintomas também pode fazer o exame no SUS, depois de ser orientada por um profissional de saúde sobre riscos e benefícios.
Mamografia detecta o que a ecografia não mostra
A médica explicou que a mamografia, embora mais desconfortável, identifica alterações mínimas, como as microcalcificações, que a ecografia não revela. A ecografia, segundo ela, serve de aliada quando já existe suspeita, para detalhar a localização e o tamanho de nódulos.
Álcool entra na lista de risco
Sobre bebida alcoólica, Riboriski foi direta: "Em relação ao câncer de mama, não existe uma dose de álcool segura". Ela disse que o histórico familiar aumenta o risco, mas que os hábitos também influenciam. A médica também citou a atividade física e a alimentação equilibrada como formas de prevenção.
A afirmação segue a posição da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), ligada à OMS. Para a agência, não há níveis seguros de consumo de álcool quando se trata de maior risco de câncer.
Na entrevista, Riboriski elogiou a atuação da Liga Feminina em Tapes e na região e defendeu levar profissionais de saúde a espaços do dia a dia, como as farmácias. Ela reforçou que o cuidado deve durar o ano inteiro, e não só em outubro.
Quem tem de 40 a 49 anos e quer fazer a mamografia pelo SUS deve procurar uma unidade de saúde para a avaliação.
Perguntas frequentes
Com quantos anos a mamografia é feita pelo SUS?
Pelo rastreamento organizado do SUS, a faixa é de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Mulheres de 40 a 49 sem sintomas também podem fazer o exame, após orientação de um profissional de saúde.
Existe quantidade segura de álcool para o câncer de mama?
Não. Segundo a ginecologista Taismara Riboriski, não existe dose de álcool segura em relação ao câncer de mama, posição alinhada à Iarc, ligada à OMS.
Qual exame detecta alterações que a ecografia não mostra?
A mamografia, que identifica alterações mínimas como as microcalcificações. A ecografia serve para detalhar nódulos quando já há suspeita.
Saber mais
- Ministério da Saúde – Nota Técnica nº 626/2025
- Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Ministério da Saúde padroniza informações para acesso à mamografia no SUS
- Coren-RO – Nota Técnica com orientações atualizadas sobre acesso à mamografia no SUS
- Oncoguia – Consumo de álcool é um dos maiores fatores de risco para câncer de mama, diz OMS
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