Filho de dono de indústria é preso em São Leopoldo por religar energia clandestinamente
Fábrica do bairro Vicentina, com dívida de R$ 69 mil e fornecimento cortado, funcionava ligada à rede de alta tensão quando a CPFL RGE chegou com a Polícia Civil.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 1 min de leitura

Um homem foi preso em flagrante por furto de energia em uma indústria do bairro Vicentina, em São Leopoldo, no Vale do Sinos, nesta quarta (21). A ação reuniu equipes da CPFL RGE e da 2.ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, após suspeita de que a empresa, desligada da rede no dia anterior, tinha feito uma religação irregular.

Segundo a distribuidora, a fiscalização constatou que a fábrica estava ligada clandestinamente à rede de alta tensão e em pleno funcionamento. A empresa soma dívida de R$ 69 mil com a CPFL RGE, motivo do corte. O preso é filho do proprietário. A ligação clandestina foi desfeita após a inspeção, e o local ficou sem energia.
A defesa do preso não foi localizada.
Pena é de até quatro anos
A CPFL RGE lembra que fraude e furto de energia são crimes previstos no Código Penal, com penas de até quatro anos de prisão. Com o furto confirmado, a distribuidora calcula a energia consumida e não paga, o que permite a cobrança retroativa. Os R$ 69 mil são a dívida que motivou o corte.
A Lei 15.181, de 2025, trata de outro crime: o furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos da rede de energia. O caso de São Leopoldo é de religação clandestina, sem subtração desses materiais.
A prática se repete na região. Em 5 de agosto, equipes da CPFL RGE e da Polícia Civil fizeram inspeções em um supermercado e uma padaria de Canoas e flagraram um "gateiro" fazendo ligação direta.
A CPFL RGE informou que ainda vai estimar a quantidade de energia furtada na indústria da Vicentina para cobrar o valor retroativo.
Perguntas frequentes
Qual é a pena para furto de energia?
As penas podem chegar a até quatro anos de prisão, conforme o Código Penal.
O que é religação clandestina de energia?
É quando a ligação é restabelecida à rede sem autorização da distribuidora, após um corte por dívida, como ocorreu na indústria da Vicentina, em São Leopoldo.
Como a CPFL RGE cobra a energia furtada?
A distribuidora calcula a energia consumida e não paga, o que permite a cobrança retroativa; no caso de São Leopoldo, ela ainda vai estimar o valor.
Saber mais
- CPFL RGE (grupo CPFL Energia): Duas pessoas são presas em Canoas por furto de energia
- CPFL RGE (grupo CPFL Energia): Furto de energia, operações identificaram cerca de 15 mil irregularidades em 2024
- Homem é preso em ação da CPFL RGE e Polícia Civil contra furto de energia em indústria de São Leopoldo (informações atribuídas à CPFL RGE)
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