Segunda-feira, 2 de novembro de 2026Porto Alegre 22° céu limpoJornal do diaReceber no WhatsApp
Buscar
UrgentePetróleo cai 7,63% e gasolina no RS, a R$ 6,16, espera nova pesquisa da ANP
Dólar R$ 5,44 ▲ 0,03%Euro R$ 6,08 ▲ 0,24%Ibov 167,9 mil estávelNasdaq 25,2 mil estávelB3 · fechamento 22:44
Dólar R$ 5,44 ▲0,03%Euro R$ 6,08 ▲0,24%B3 167,9 mil ▼0,00%Nasdaq 25,2 mil ▼0,00%Soja R$ 145,84 ▼0,45%Arroz R$ 108,44 ▲3,79%Boi R$ 394,49 ▼0,00%
MundoEconomiaAfeta o RS

Fed, BCE e Banco do Japão mantêm juros; Canadá sobe a 2,5%; Alphabet cai 13%

Banco do Japão para em 1,25%, o do Canadá projeta inflação de 3,1% em 2027 e o mercado vê alta em dezembro como mais provável; Brent está em US$ 116,09.

Por que afeta o RS: Mudanças nas expectativas de juros e câmbio podem afetar crédito, comércio exterior e custos de importação no RS.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 11 min de leitura

Atualizada 30/10, 04:02 · O Banco do Japão manteve a taxa em 1,25% na sexta (30), e na tarde em Tóquio o Kospi recuava quase 4%, o Nikkei 2,3% e o Brent subia a US$ 116,09.

Foto: Bolsas da Ásia abrem cautelosas com Brent a US$ 115 e semana de juros em cinco bancos centrais
Foto: ehnmark / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As bolsas globais subiram moderadamente nesta segunda-feira (26), com as europeias abrindo em alta depois de um pregão cauteloso na Ásia e de queda em Wall Street. O petróleo recuava cerca de 2%, a US$ 114,60 o barril, segundo a Reuters, em uma semana cheia de decisões de bancos centrais e balanços de empresas.

Para quem vive no RS, petróleo caro e juros mais altos lá fora podem encarecer o crédito, os combustíveis e os insumos importados de empresas e consumidores gaúchos. Na sexta (23), o dólar comercial fechou em queda de 0,90%, a R$ 4,993.

Quadro: Fed, BCE e Banco do Japão mantêm juros; Canadá sobe a 2,5%; Alphabet cai 13%
Entenda em um quadro · Bairrista

Europa abre em alta com petróleo em queda

O DAX, da Alemanha, avançou 0,7% no início das negociações. O CAC 40, da França, subiu 0,9%, e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,5%. Investidores acompanham de perto a oscilação do petróleo, com decisões de juros e resultados empresariais previstos para os próximos dias.

Petróleo segue acima de US$ 114 após alta de 6,2% na semana

Na Ásia, o Brent recuava 1% e era negociado a US$ 115,48 o barril, depois de uma disparada na semana anterior, quando subiu 6,2%. O petróleo americano caiu 1,1% e foi a US$ 102,08. Ao longo do dia, a queda do petróleo se ampliou para cerca de 2%, e o barril foi a US$ 114,60.

O Nikkei, de Tóquio, caiu 0,8%, depois de perder 4,0% na semana passada. A Bolsa da Coreia do Sul recuou 0,4% e acumula queda de quase 19% no mês. O índice MSCI que reúne as ações da Ásia-Pacífico fora do Japão cedeu 0,1%.

Ásia dispara na terça (27) com tecnologia e IPO da Anthropic

As bolsas asiáticas subiram forte nesta terça (27). O Kospi, da Coreia do Sul, avançou mais de 4% no início do pregão, e o Nikkei, do Japão, ganhou 1,9%, revertendo a queda de segunda.

O movimento veio do entusiasmo com o pedido de abertura de capital (IPO) da Anthropic e de ganhos em ações de tecnologia. O mercado também acompanha os balanços das gigantes do setor e as perspectivas de investimento em inteligência artificial.

A economia sul-coreana também cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre, segundo a Euronews. O avanço foi impulsionado pela indústria de semicondutores, beneficiada pela demanda ligada à inteligência artificial. Analistas alertam que essa dependência deixa o país vulnerável caso os gastos globais com IA desacelerem.

Banco da Coreia vê alta do won como ponto de atenção

Um integrante com direito a voto no conselho do Banco da Coreia, Hwang Kunil, disse à Reuters que o ritmo recente de valorização do won exige monitoramento. Ele ligou a alta à entrada de dólares impulsionada pela demanda mundial por chips de memória, setor em que atuam as sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix.

Hwang afirmou que a pressão de baixa sobre o câmbio ainda pode persistir, considerando o superávit em conta corrente do país e a realocação de investimentos estrangeiros.

Ações chinesas de IA acumulam queda de 40% em quatro meses

O STAR50, índice que reúne empresas chinesas de inteligência artificial e semicondutores, caiu 40% em menos de quatro meses, segundo reportagem da Reuters publicada nesta terça (27). A queda eliminou cerca de US$ 480 bilhões em valor de mercado.

A Reuters associa o recuo a dúvidas sobre a demanda por IA e a restrições às exportações chinesas. O principal índice de blue chips do país, que reúne as maiores empresas listadas, está cerca de 20% abaixo do pico de junho.

Meta planeja captar até US$ 95 bilhões para infraestrutura de IA

A Meta planeja levantar até US$ 95 bilhões em uma emissão de ações para expandir sua infraestrutura de inteligência artificial, informou a Reuters nesta terça (27). Nvidia, AMD e Broadcom devem atuar como investidoras-âncora da operação.

O plano surge na corrida por capacidade computacional e em meio a dúvidas de investidores sobre o custo e a rentabilidade dos investimentos em IA. A escala da captação pode pesar sobre os mercados e sobre o custo global de infraestrutura digital.

Dólar sobe ante o iene; euro tem leve alta

No câmbio internacional, na segunda (26), o dólar avançou 0,3% e chegou a 157,28 ienes. O euro subiu 0,1%, a US$ 1,121.

Dólar fica perto da máxima desde 14 de outubro antes do Fed

O dólar manteve os ganhos nesta quarta (28), segundo a Reuters. O índice do dólar, que mede a moeda americana frente a uma cesta de rivais, estava em 102,40, perto do maior nível desde 14 de outubro. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos chegou a 5,0112%.

Dólar forte encarece os insumos importados por indústrias e produtores gaúchos e altera a conversão da receita de quem exporta.

Crédito às empresas da zona do euro sobe 4,2% em setembro

O crédito concedido a empresas na zona do euro cresceu 4,2% em setembro, na comparação anual, o mesmo ritmo de agosto, segundo o Banco Central Europeu (BCE). Os dados saíram nesta terça (27).

O crédito às famílias avançou 3,1%, igualando o maior ritmo em mais de três anos. A oferta monetária M3 subiu 3,5%, acima dos 3,4% esperados em pesquisa da Reuters. Um levantamento separado apontou padrões de crédito mais rígidos e ausência de crescimento da demanda por empréstimos.

Nova Zelândia segura juros em 2,75% e moeda tem maior queda em sete meses

O banco central da Nova Zelândia manteve os juros em 2,75% nesta quarta (28), contrariando a maioria dos economistas consultados, que esperava alta. O dólar neozelandês caiu mais de 1,3%, a maior queda diária em sete meses, e chegou a recuar 1,7% frente ao dólar americano.

Antes da decisão, o mercado esperava que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantivesse os juros, mas já precificava a possibilidade de alta em dezembro.

O pano de fundo é o petróleo. Segundo a Reuters, as preocupações com a guerra envolvendo Irã e Estados Unidos continuam sustentando os riscos para a cotação, apesar da queda de segunda. A pressão inflacionária vinda do petróleo deve preocupar todos os bancos centrais que se reúnem na semana, com altas vistas como questão de tempo, mesmo que alguns mantenham as taxas por ora.

A semana também traz resultados de grandes empresas de tecnologia, que vão testar o fôlego do mercado em meio a dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial.

Fed e BCE mantêm juros, e euro cai ao menor nível desde maio

O Banco Central Europeu manteve os juros inalterados nesta quinta (29). A instituição afirmou que a alta dos preços de energia amplia os riscos para a inflação e pode prejudicar o crescimento da economia da zona do euro.

O euro recuou para cerca de US$ 1,11, o menor nível desde maio, segundo a Reuters. Euro mais fraco altera a conversão da receita de gaúchos que vendem para a Europa.

O Fed também manteve os juros inalterados nesta semana, segundo a Reuters. Os dois bancos indicaram que a inflação acima da meta ainda exige atenção, em meio à alta dos custos de energia e à guerra no Oriente Médio.

Depois das decisões, o mercado passou a considerar mais provável uma nova elevação dos juros em dezembro. Juros mais altos e energia cara influenciam o crédito, o câmbio e os preços das commodities, o que chega aos custos de importação e de financiamento de empresas e produtores gaúchos.

Economistas elevam projeção de inflação de 2027 em 31 de 50 países

Pesquisa da Reuters com mais de 500 economistas, divulgada nesta terça (27), mostra revisão para cima nas projeções de inflação de 2027 em 31 das 50 economias analisadas. O petróleo está acima de US$ 100 o barril desde 7 de outubro e passou de US$ 117 na semana passada, em meio à guerra no Oriente Médio.

As previsões medianas de crescimento global subiram para 3% em 2026 e 3,2% em 2027, ante 2,9% e 3,1% na pesquisa anterior. Os analistas afirmam que os custos de energia começam a se espalhar para outros preços.

Para o RS, o cenário aponta para combustíveis, fretes e insumos mais caros por mais tempo, o que pesa sobre o transporte de safra e sobre a indústria do estado. Inflação global mais persistente também reforça a pressão por juros altos, que encarecem o crédito de quem produz e de quem consome.

Banco Mundial prevê commodities 23% mais caras em 2026

O Banco Mundial projeta que os preços globais das commodities subam 23% em 2026, segundo relatório divulgado na quarta (28). A energia deve avançar 32%, os alimentos pouco mais de 10% e os fertilizantes 14%, em meio à guerra no Oriente Médio e a outros choques, segundo a Reuters.

A oferta mundial de petróleo pode cair 5,2% no ano, a maior queda em quatro décadas, fora a recessão de 2020. Para 2027, o banco prevê recuo de 7% nos preços, mas alerta que novos choques podem manter os alimentos caros.

Para o RS, fertilizantes e energia mais caros elevam o custo das lavouras e do frete da safra, e a alta dos alimentos chega ao preço na gôndola.

PIB dos EUA cresce 3,4% no terceiro trimestre, puxado por consumo e IA

A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% entre julho e setembro, informou o Departamento de Comércio nesta quinta (29). O ritmo acelerou ante os 2,2% do segundo trimestre. O consumo das famílias subiu 3,8%, e o investimento das empresas também avançou, com destaque para inteligência artificial.

Atividade forte na maior economia do mundo pode sustentar o dólar e a expectativa de juros altos por lá, o que pesa no câmbio, no crédito e nos insumos importados dos gaúchos. A demanda americana também influencia o preço das commodities que o RS exporta.

Alphabet cai 13% e perde cerca de US$ 500 bilhões; Microsoft sobe quase 3%

As ações da Alphabet, controladora do Google, caíram 13% nesta quinta (29) depois do balanço trimestral, segundo a Reuters. A queda eliminou cerca de US$ 500 bilhões em valor de mercado, e os principais índices acionários dos EUA também recuaram no dia. Os resultados ficaram abaixo das expectativas, segundo a AP, e a empresa prevê forte aumento dos gastos com inteligência artificial.

Investidores reagiram ao fluxo de caixa livre negativo de US$ 9 bilhões e ao aumento dos gastos de capital em IA. O balanço reacendeu dúvidas sobre o retorno desses investimentos.

A Microsoft foi na direção oposta e subiu cerca de 3% depois de divulgar resultados acima das previsões e fluxo de caixa livre próximo de US$ 19 bilhões. O Brent recuou, mas seguia acima de US$ 110 o barril.

Para o RS, o petróleo nesse patamar mantém a pressão sobre combustíveis e frete. Já a oscilação das gigantes de tecnologia pode mexer com o apetite global por risco, o que costuma refletir no câmbio, em fundos e nos investimentos que chegam ao estado.

Kospi recua quase 4% e Nikkei 2,3% na sexta (30) com receio sobre gastos em IA

As bolsas asiáticas abriram a sexta (30) sem direção única, pressionadas pela queda da Alphabet em Wall Street. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 5,4% no início do pregão, e o Nikkei, do Japão, perdeu 2,6%. As ações da SK Hynix e da Samsung Electronics também caíram, segundo a AP.

Na tarde em Tóquio, as perdas diminuíram: o Nikkei caía 2,3%, e o Kospi, quase 4%. Os investidores temem o ritmo dos gastos e as perspectivas da inteligência artificial, o que atingiu justamente as empresas de chips que sustentaram a alta de terça (27).

O petróleo americano subia 1,15%, a US$ 103,17 o barril. O Brent, que avançava 2,54% e chegou a US$ 117,80 na abertura, ia a US$ 116,09, alta de 1,05%.

Petróleo acima de US$ 116 mantém a pressão sobre diesel e frete da safra no RS. A volatilidade em tecnologia também pode mexer com o câmbio e com o custo dos insumos importados por empresas gaúchas.

Banco do Japão mantém juros em 1,25%

O Banco do Japão manteve a taxa básica em 1,25% ao fim de reunião de dois dias, informou a AP nesta sexta (30). A decisão não impediu a queda das bolsas do país e da Coreia do Sul no mesmo dia.

Banco do Canadá sobe juros a 2,5% e projeta inflação de 3,1% em 2027

O Banco do Canadá elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta (28), para 2,5%, a primeira alta em mais de três anos. A decisão era amplamente esperada pelos mercados. O banco também aumentou a projeção de inflação de 2027, que passou a 3,1%.

O presidente da instituição, Tiff Macklem, afirmou que a política monetária ainda é ligeiramente estimulativa. A fala indica que o banco não considera o aperto concluído. Com o Canadá em alta, o BCE em alerta e o Fed e o Banco do Japão mantendo a taxa, cresce o número de bancos centrais que reagem aos preços, o que sustenta juros globais elevados e pesa no custo do crédito e dos insumos importados no RS.

Atualização: entrou a decisão do Banco do Japão, que manteve a taxa em 1,25% na sexta (30), e o fechamento parcial das bolsas asiáticas na tarde de Tóquio, com Nikkei em queda de 2,3% e Kospi em recuo de quase 4%. O Brent passou a US$ 116,09, alta de 1,05%, e o petróleo americano subiu a US$ 103,17.

Saber mais: fontes consultadas (28)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Receba as 5 do dia no WhatsApp

As notícias que importam para ti, todo dia de manhã. De graça, sai quando quiser.

Depois tu escolhe região, time e horário. Sem spam e de graça, como tem que ser. privacidade

Do interior do RS