Farsul cobra plano logístico; falta de armazéns pode forçar venda na colheita
Inadimplência de 6,27% na carteira agro do Banco do Brasil, dado nacional, e prazo de renegociação até 12 de novembro completam o cenário do produtor.
Por que afeta o RS: Falta de armazenagem e transporte pressiona a venda e o escoamento da produção no Rio Grande do Sul, segundo a Farsul.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

O economista-chefe da Farsul, entidade que representa os produtores rurais do RS, Antonio da Luz, defendeu que o próximo governo planeje a logística e o escoamento da produção agrícola. A manifestação consta de reportagem do Globo Rural publicada neste sábado (24) sobre os desafios do agronegócio, ao lado de endividamento, crédito, seguro rural e infraestrutura.

O ponto sensível, segundo a reportagem, é a armazenagem: a capacidade insuficiente pode levar quem planta a vender logo após a colheita, quando a oferta se concentra, e o produtor perde poder de escolha sobre o melhor momento de comercializar.
Inadimplência de 6,27% é dado nacional do Banco do Brasil
O índice de 6,27% citado na reportagem mede a carteira nacional de agronegócios do banco, não a dos produtores do Rio Grande do Sul. No fim do primeiro semestre, 6,27% da carteira do setor no banco, de R$ 421,5 bilhões, estava com atrasos acima de 90 dias, cerca de R$ 26,4 bilhões.
O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, espera estabilização do percentual no quarto trimestre, seguida de queda paulatina. Segundo ele, a medida provisória das renegociações não deverá mudar o cenário de inadimplência do agronegócio do banco no curto prazo.
Renegociação vai até 12 de novembro
O BB espera repactuar mais de R$ 20 bilhões em dívidas até 12 de novembro, data final para contratação. A MP 1.376/2026 permite reestruturar débitos com prazo de até dez anos, mas a adesão de produtores inadimplentes ficou abaixo do esperado pelo banco. Bittencourt afirmou que a procura aumentou depois que as condições foram ampliadas para incluir também agricultores em dia com seus compromissos.
A medida também cobre operações de crédito rural inadimplentes desde janeiro de 2024 e financiamentos já prorrogados ou renegociados, desde que atendam às exigências.
Seguro rural entra na pauta do próximo governo
A Lei nº 15.526/2026 altera as regras do seguro rural e abre uma nova etapa para a política de gestão de riscos, segundo a Fecoagro, federação das cooperativas agropecuárias gaúchas. A entidade avalia que o desafio agora é fazer os instrumentos previstos funcionarem, garantir recursos e assegurar que a proteção chegue ao produtor.
Serviço: a data final para contratar a renegociação de dívidas rurais com o Banco do Brasil é 12 de novembro, conforme informou o banco.
Saber mais
- Globo Rural – Dez desafios que o próximo governo terá no agronegócio
- Banco do Brasil (via Visão Agro) – Renegociação de dívida rural começa a ganhar tração
- Notícias Agrícolas – Banco do Brasil prevê renegociar mais de R$ 20 bilhões em dívidas rurais até novembro
- Fecoagro/RS – O que se espera do próximo governo para o agro
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