EUA reduzem equipes em 4 embaixadas após alerta de plano "avançado" do Irã
Memorando do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, fala em planos letais contra americanos, mas não aponta alvos nem países fora do Oriente Médio.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O governo dos Estados Unidos reduziu o efetivo de embaixadas e consulados no Oriente Médio depois que a inteligência americana passou a tratar como "avançados" os planos do Irã para atacar americanos. O alerta consta de um memorando do diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, enviado na sexta-feira (23) ao secretário de Estado, Marco Rubio.
Clayton escreveu que as equipes receberam informações de que o Irã aumentou substancialmente os esforços para atingir funcionários dos EUA e que os planos letais chegaram a estágios avançados no Oriente Médio e em outros países. O texto é um documento não classificado, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, foi copiado na mensagem.
Para quem vive no RS, o efeito direto é pequeno. O memorando trata de diplomatas e cidadãos americanos, e não cita brasileiros. O Itamaraty, porém, já tinha divulgado em julho um alerta consular. O alerta recomenda não viajar ao Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza e Iêmen. Pede também que se evitem viagens não essenciais à Jordânia, ao Catar, aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita, entre outros países.
O que o governo americano confirmou
Uma autoridade americana confirmou a autenticidade do memorando, divulgado primeiro pelo site Axios. O gabinete de Clayton e a CIA recusaram-se a comentar.
Segundo autoridades americanas, analistas examinam há três semanas dados sobre ameaças a autoridades americanas, incluindo embaixadores. Uma autoridade disse que parte das informações indica que o Irã pode ter agentes em território americano. Os planos também incluiriam possíveis alvos na Europa. Nenhuma evidência foi apresentada publicamente.
Outra autoridade avaliou que a capacidade iraniana de atacar nos EUA e no exterior é limitada. Segundo ela, as ambições de Teerã superam o que o país consegue executar.
O memorando não identifica alvos, não descreve a natureza dos supostos planos e não cita países fora do Oriente Médio onde americanos poderiam correr risco. Não houve reação imediata de Teerã.
Quais postos perderam gente
Na quarta-feira (21), o Departamento de Estado ordenou a saída de funcionários não essenciais e de seus familiares da Arábia Saudita.
O departamento também ordenou nova redução de pessoal em postos no Líbano, nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e na Jordânia, segundo um funcionário da pasta. Esses postos já operavam em regime restrito e com equipe reduzida desde o início da guerra. O regime restrito permite ajustar o efetivo sem comunicado público. O departamento não informou quantas pessoas saíram.
Em nota, a pasta disse que avalia constantemente novas informações sobre o ambiente de segurança. Segundo uma autoridade do departamento, a ameaça dos houthis, do Iêmen, e os "planos terroristas iranianos" orientam as decisões sobre o efetivo.
O Itamaraty não divulgou, até aqui, orientação específica ligada ao memorando. Quem tem viagem marcada à região pode consultar o alerta consular vigente e, no exterior, acompanhar as orientações das embaixadas brasileiras e das autoridades locais.
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