End to End processa Grêmio em Porto Alegre e São Paulo e cobra R$ 1,15 milhão
Agência que gere o programa de sócios acusa o clube de copiar a interface do sistema; o Grêmio nega e diz que criou uma plataforma própria do zero.
Redação Bairrista · Mesa de Esportes · · 2 min de leitura

A agência End to End move duas ações judiciais contra o Grêmio, uma em Porto Alegre e outra em São Paulo, para cobrar R$ 1,15 milhão por pagamentos que o clube deixou de fazer desde abril. Os processos tramitam na Vara Cível Central da capital gaúcha e na Vara Cível paulistana, e as petições foram apresentadas em 19 e 20 de outubro, segundo o Sport Insider, que obteve os documentos.

A End to End gere o programa de sócios, mas a parceria termina em dezembro, quando o clube troca os fornecedores da área pela dupla Ingresse e Tomorrow. O Grêmio afirma que o torcedor não ficou sem serviço: segundo a nota do clube, o novo sistema já foi colocado no ar após a interrupção por parte da agência.
O que a agência cobra
Há dois contratos: um com a End to End, para "inteligência de marketing aplicada ao programa de sócios", e outro com a Fun to Fan, para desenvolvimento de software de apoio. São 15 notas fiscais não pagas no período, e a cobrança judicial chega a R$ 1,15 milhão com multas, juros e correção monetária. A parceria começou em setembro de 2021, e o clube parou de pagar em abril de 2026.
Segundo o Sport Insider, End to End e Fun to Fan enviaram notificação extrajudicial conjunta em 21 de julho. Em 6 de agosto, conforme mensagens de WhatsApp anexadas aos processos, o Grêmio respondeu que não tinha condições de pagar por problemas no fluxo de caixa. Em 29 de setembro, o clube notificou as empresas da rescisão unilateral dos contratos.
Grêmio nega plágio e fala em contingência
A End to End também acusa o clube de plagiar a interface do programa de sócios. O Grêmio rejeita a acusação. Em nota, afirma que desenvolveu um front-end próprio, a parte do sistema que o torcedor vê, como plano de contingência diante de "constantes ameaças de interrupção" do serviço por parte da agência.
O clube diz que o sistema foi feito 100% do zero. Afirma que nunca usou código (HTML/CSS) nem imagens criados pela End to End e que jamais teve acesso ao código-fonte das aplicações da empresa.
Sobre a cobrança, o Grêmio admite "valores residuais em discussão entre as partes". A nota não informa quanto o clube reconhece como devido. A End to End também não se manifestou nos materiais disponíveis.
Próximos passos
O Grêmio informou que apresentará suas considerações nos autos dos dois processos. A parceria com a End to End vai até dezembro, quando Ingresse e Tomorrow assumem o programa de sócios.
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