Emater reduz produtividade da canola a 1.340 kg/ha; chuva e granizo pesam no Noroeste
Mesmo com a revisão, a área plantada chegou a 379.887 hectares, alta de 117,83% sobre 2025, e a produção estimada é de 508.863 toneladas.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

A Emater/RS-Ascar revisou para baixo a produtividade da canola no Rio Grande do Sul: de 1.619 para 1.340 quilos por hectare, queda de 17,23%. A reestimativa consta no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22). Segundo a instituição, o excesso de chuvas, o granizo e os ventos fortes durante o ciclo reduziram o potencial produtivo, em especial no Noroeste do estado.
As plantas estão em maturação e colheita. Segundo a Emater/RS-Ascar, a abertura de síliquas, a debulha natural e os danos mecânicos dos temporais ampliaram as perdas nas áreas mais atingidas. Em alguns locais, a colheita vem sendo feita com umidade acima da ideal. Nas áreas que permanecem a campo, aumenta a ocorrência de síliquas escurecidas e de grãos mofados.
Área mais que dobra, e produção sobe 78%
Mesmo com chuva em excesso e granizo, a canola é a cultura de "maior dinamismo na safra 2026", define a Emater/RS-Ascar. A área efetivamente cultivada no estado totalizou 379.887 hectares, 117,83% a mais que os 174.394 hectares plantados em 2025, segundo o IBGE.
A produção estimada é de 508.863 toneladas. O número representa alta de 78,25% sobre as 285.481 toneladas colhidas em 2025 (IBGE). A produtividade de 1.340 kg/ha ficou abaixo dos 1.619 quilos projetados antes do início do plantio.
Carinata ganha área e chega ao fim do ciclo
A carinata também entra na fase final. As lavouras estão em maturação e em colheita nas áreas mais precoces. Segundo a Emater/RS-Ascar, o período tem sido marcado pela senescência das plantas e pelo uso de dessecação para uniformizar a maturação e facilitar a colheita mecanizada. A baixa radiação solar e a sequência de dias nublados retardaram o desenvolvimento em algumas áreas.
A estimativa inicial indicava 12.365 hectares. Na revisão, a área plantada passou para 14.564 hectares, aumento de 17,78%. A produtividade está projetada em 1.572 kg/ha, o que resulta em produção de 22.888 toneladas da oleaginosa.
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