Eduardo Bolsonaro cita fuzileiros dos EUA e diz que Flávio deve deixar o país se perder
Ex-deputado, que vive nos Estados Unidos, também pôs as urnas em dúvida sem apresentar provas, a dois dias do segundo turno.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) disse que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), deve deixar o Brasil se perder a eleição presidencial. Também falou em "mandar os fuzileiros navais" ao país. A declaração foi dada nesta sexta-feira (23), no podcast americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista Steven Crowder. A fala foi ao vivo, no estúdio.
O segundo turno entre Flávio e o presidente Lula (PT) é neste domingo (25), com votação em todo o país, inclusive nas cidades gaúchas. As últimas pesquisas apontam empate técnico entre os dois. Eduardo vive nos EUA e foi condenado pelo STF, em junho, por coação no curso do processo. Segundo a decisão, ele articulou com autoridades americanas sanções contra ministros do Supremo, para pressionar o julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Eduardo riu ao falar em fuzileiros e depois defendeu a saída de Flávio
Um espectador perguntou quais seriam os planos da família caso o candidato do PL fosse derrotado. Eduardo respondeu, entre risos, que a solução seria enviar fuzileiros navais. O apresentador levou a fala a sério e comentou a possibilidade de uma reação de setores da esquerda brasileira.
Na sequência, Eduardo passou a defender a saída de Flávio do país. "Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza", afirmou.
Ele justificou a posição com uma fala de Lula no debate da Band, em 18 de outubro. Segundo Eduardo, o petista disse que Flávio perderia a imunidade parlamentar se não fosse eleito. Eduardo classificou isso como ameaça de investigação contra o irmão.
Urnas: "não posso provar", mas "podem fraudar"
Na mesma entrevista, Eduardo criticou o sistema de votação. "O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos e você precisa confiar na máquina", disse.
Ele atribuiu a Josef Stálin a frase de que o decisivo não é em quem se vota, mas quem conta os votos. Afirmou que não pode provar fraude, mas que "eles podem fraudar". O ex-deputado também criticou o STF e o ministro Alexandre de Moraes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que nunca houve comprovação de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras. O tribunal sustenta que o sistema é auditável. Eduardo não apresentou evidência de irregularidade no pleito deste ano.
O segundo turno acontece no domingo (25), com votação em todo o país, inclusive nas cidades gaúchas.
Saber mais
Leia também
TRE-RS derruba por unanimidade cassação de dois vereadores do MDB em Riozinho

Vice Gabriel Souza vota em Flávio no 2º turno por orientação do MDB; Leite não abre voto

Lula e Flávio trocam críticas sobre salário mínimo; proposta de 2027 é de R$ 1.741

Frente de esquerda se reúne às 7h de domingo no Diretório do PT, em Porto Alegre

Mais lidas
1Debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro começa às 21h20 desta sexta; veja onde assistir2Lula e Flávio Bolsonaro fazem último debate na Globo às 21h20 desta sexta (23)3Homem é morto a tiros no Passo das Pedras, em Porto Alegre; área foi isolada4Dois rostos de ferro do Chafariz das Nereidas são furtados em Pelotas5Indexa, Datafolha e Vox mostram empate técnico entre Flávio e Lula no 2º turno