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Economista da Farsul prevê ajuste fiscal e alerta para desemprego se for "na dor"

Em palestra na AHK RS, Antônio da Luz defendeu frear aos poucos o ritmo do gasto público; a dívida bruta está em 82,9% do PIB.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Foto: Economista da Farsul prevê ajuste fiscal e alerta para desemprego se for "na dor"
Foto: Divulgação/Agência Câmara

O economista-chefe da Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz, afirmou nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre, que o próximo governo federal terá de promover ajuste das contas públicas, "seja no amor ou na dor". A fala foi feita na reunião-almoço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha no RS (AHK RS).

Para quem toca empresa ou lavoura no Estado, o recado é sobre custo: segundo Da Luz, se o ajuste vier de forma brusca, haverá aceleração de quebras de empresas e alta do desemprego, algo parecido com 2015 e 2016. Ele disse que é possível "tirar o pé" de forma gradual, o que teria custo, mas menor que o de uma recessão. Também apontou a taxa de juros alta como um dos maiores problemas do país hoje.

Redução gradual do gasto

Segundo o economista, a redução gradual da despesa pública é diminuir o ritmo de crescimento do gasto. Assim, o ajuste ocorreria aos poucos, até a receita superar o gasto e o PIB crescer mais que a despesa. Da Luz citou 2016 como exemplo de ajuste desse tipo.

Da Luz criticou o debate do segundo turno. "Não temos propostas claras", disse, ao afirmar que não falava em nome de nenhum dos lados.

Em outra avaliação, divulgada pelo Jornal do Comércio, o economista afirma que o Brasil enfrentará um período de ajuste das contas públicas a partir de 2027, independentemente de quem vencer a eleição presidencial.

Dívida bruta está no maior nível desde 2021

A dívida bruta de todos os governos do Brasil (federal, estaduais e prefeituras) atingiu 82,9% do PIB em agosto. É o maior patamar em relação ao PIB desde março de 2021, quando a pandemia pressionava as contas (85,1%). Em valores, a dívida bruta chega a R$ 11,1 trilhões.

Em 12 meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. O BC divulgou os dados em 30 de setembro.

O segundo turno da eleição presidencial acontece neste domingo (25). O presidente eleito assume o cargo em 1º de janeiro de 2027.

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