Debate da Sergs põe formação e inovação no centro do desenvolvimento do RS
Cidade do Agro, que reúne mais de 150 empresas parceiras, foi o caso apresentado ao lado de UFRGS, Instituto Caldeira e Seduc.
Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

A Sociedade de Engenharia do RS (Sergs) reuniu nesta quarta (21), em Porto Alegre, representantes da UFRGS, do Instituto Caldeira, da Secretaria Estadual da Educação e da Cidade do Agro para discutir formação, inovação e caminhos econômicos para o estado. O Sergs Debates ocorreu das 9h às 12h, na sede da entidade, no bairro Pedra Redonda, com o tema "Novos Modelos de Capacitação para o Rio Grande do Sul".
O ponto em comum entre os participantes foi a necessidade de aproximar o que se pesquisa e se ensina do que o mercado precisa. Para quem vive no RS, o debate trata de onde os jovens vão trabalhar e de quais projetos vão gerar emprego depois das enchentes de 2024.
A mediadora Daniela Cardeal defendeu que a educação é peça-chave para segurar talentos no estado, mas que isso depende de grandes investimentos. Ela também apontou a necessidade de unir formação de qualidade e boa comunicação. Sobre a inteligência artificial, afirmou que é preciso saber "onde queremos chegar" antes de cobrar resultados.
Cidade do Agro nasceu da mobilização nas enchentes
O engenheiro agrícola Lauro Soares Ribeiro, fundador da Cidade do Agro, contou que a ideia surgiu quando agricultores ajudaram cidades a escoar a água das enchentes de 2024. Segundo ele, a mobilização levou o grupo a pensar em se organizar também fora das crises, com o agro como ponto forte e trabalho alinhado a pesquisa, universidades e empresas. "Nosso propósito é justamente melhorar esta comunicação da pesquisa até o mercado", disse.
Também participaram a professora Maria Tinoco, do Departamento de Engenharia de Produção da UFRGS, o diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, e o superintendente de Educação Profissional da Seduc (Suepro), Tom Collier.
A Cidade do Agro ocupa cerca de 200 hectares às margens da BR-293, entre Pelotas e Capão do Leão, e já soma mais de 150 empresas parceiras. As primeiras áreas demonstrativas começam a ser implantadas nesta safra, entre o fim de setembro e outubro. O projeto combina estação de pesquisa, vitrines tecnológicas, complexo industrial e logístico e o Instituto Cidade do Agro, entidade sem fins lucrativos em constituição.
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