Milhares marcham na Grécia por moradia estudantil e mais verba para a educação
A polícia grega contou cerca de 10 mil manifestantes em Atenas e nos subúrbios, enquanto professores faziam greve e a ministra da Educação citou € 733 milhões em obras.
Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

Milhares de estudantes e professores marcharam nesta quarta (21) por Atenas, capital da Grécia, para exigir moradia estudantil a preços acessíveis e mais investimento público em educação. Também houve atos em Tessalônica e Patras, num movimento que já passou por França, Itália e Albânia.
A polícia grega estimou em cerca de 10 mil os manifestantes em Atenas e nos subúrbios, entre alunos de escolas e universitários. Segundo a corporação, o ato foi pacífico. Cerca de 3 mil policiais foram mobilizados, e estações de metrô do trajeto ficaram fechadas. Lojas e cafés baixaram as portas de aço por receio de vitrines quebradas, já que protestos no país costumam terminar em confronto.
Universitários querem moradia gratuita
Os universitários cobram mais auxílio do governo e moradia estudantil gratuita. Já os alunos do ensino médio querem verba para melhorar as escolas. Os professores pedem aumento de salário, contratação de efetivos para as vagas abertas, prédios mais seguros e turmas menores. Uma faixa na marcha dizia: "Da Grécia à França, invistam na educação".
O estudante de engenharia Panagiotis Moschonas, de 20 anos, criticou o auxílio-aluguel de € 120 por mês. "Não paga nem metade de um aluguel, e ainda sai só no fim do ano", disse. A universitária Georgia Foukidou, de 21 anos, afirmou que os pais não conseguem bancar aluguel e luz.
A paralisação dos professores do ensino básico durou 24 horas, e a categoria pede reajuste de 20%. Estudantes já acampavam na Praça Syntagma, diante do Parlamento, desde terça (20).
Atos terminaram em confronto na França e na Albânia
Os protestos pelo custo de vida, pelo preço dos combustíveis e pela situação das escolas ganharam força em vários países europeus. Houve episódios de violência principalmente na França, e também na Itália e na Albânia. Na França e na Albânia, os atos levaram a choques e a danos em prédios e comércios.
Governo cita € 733 milhões em obras
A ministra da Educação, Sofia Zacharaki, disse antes dos atos que ouvia as demandas dos estudantes. Ela reconheceu que o custo da moradia pesa sobre as famílias. Também afirmou que obras de novas residências estudantis e de reforma de instalações, somadas em mais de € 733 milhões, estão em andamento. O governo do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, de centro-direita, enfrenta eleições em meados de 2027.
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