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MundoPolíticaAfeta o RS

Congresso do Paraguai não aceita renúncia de Peña e mantém julgamento político

Presidente paraguaio, ligado ao colapso do Ueno Bank, deve apresentar sua defesa ao Senado nesta sexta (6).

Por que afeta o RS: O Paraguai é vizinho direto do Rio Grande do Sul pelo Mercosul e pela fronteira, e instabilidade política no país pode afetar comércio e relações bilaterais.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, em declaração pública.
Foto: 總統府 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O Congresso do Paraguai não aceitou a renúncia do presidente Santiago Peña e o julgamento político contra ele segue adiante. A sessão extraordinária que decidiria sobre a renúncia foi levantada na quinta-feira (5) por falta de quórum, em meio à crise bancária. Peña continua presidente até que sua situação seja resolvida.

O Rio Grande do Sul não faz fronteira com o Paraguai, que limita com Mato Grosso do Sul e o Paraná. O vínculo gaúcho com o país vizinho passa pelo Mercosul, bloco do qual os dois fazem parte. Até agora, não há dado de entidade empresarial do RS sobre efeito da crise no comércio.

O que aconteceu em Assunção

Peña apresentou a renúncia na quinta, pouco antes de a Câmara de Deputados votar por unanimidade a favor de iniciar o julgamento político. O pedido de julgamento foi apresentado por 35 legisladores. A renúncia não foi formalmente aceita nem rejeitada, e o procedimento segue.

A oposição queria rejeitar a renúncia para avançar com o processo, enquanto boa parte do governismo propunha aceitá-la. Aceitar a renúncia levaria rapidamente à posse do vice-presidente, Pedro Alliana. Pela Constituição paraguaia, o Congresso precisa aceitar formalmente a renúncia, conforme o artigo 202.

Ueno Bank está no centro da crise

O processo ocorre após o fechamento do Ueno Bank, onde poupadores estão com os recursos congelados. Peña foi acionista, até 2025, de uma empresa ligada ao banco. O Ministério Público paraguaio informou que incluirá Peña nas investigações sobre o caso.

Próximo passo

Peña disse que irá ao Congresso se defender no julgamento político. O Senado, que deve julgá-lo, convocou a sessão para esta sexta (6). O Itamaraty não divulgou nota sobre o caso até a publicação desta matéria.

Perguntas frequentes

O que acontece com Peña agora?

Ele continua presidente até a situação ser resolvida, pois o Congresso não aceitou a renúncia e o julgamento político segue.

Quando Peña vai se defender no Senado?

A sessão do Senado está convocada para esta sexta (6), e Peña disse que irá ao Congresso se defender.

Por que o Ueno Bank está relacionado ao caso?

O banco foi fechado com poupadores com recursos congelados, e Peña foi acionista, até 2025, de uma empresa ligada a ele.

Quem assume se a renúncia for aceita?

O vice-presidente, Pedro Alliana, assumiria a presidência após a aceitação formal da renúncia pelo Congresso.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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