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Capitólio põe placas azuis em 20 antigos cinemas de rua do Centro Histórico

Sessão gratuita às 19h de 5 de novembro lembra os 130 anos da primeira projeção na Capital, e a mostra A Invenção do Cinema segue até o dia 13.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 05:14 · 3 min de leitura

Capitólio põe placas azuis em 20 antigos cinemas de rua do Centro Histórico
Foto: Hedestad / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Cinemateca Capitólio vai instalar placas informativas azuis nos endereços onde funcionaram 20 cinemas de rua do Centro Histórico de Porto Alegre. A ação marca os 130 anos da primeira sessão de cinema da cidade, realizada em 5 de novembro de 1896, na Rua dos Andradas .

Quem circula pelo Centro passa a encontrar a memória dos antigos cinemas na calçada. As placas começam a ser instaladas no início de novembro e trazem informações sobre cada sala, com um QR Code que leva a fotos e outros dados. A lista dos endereços ainda não foi divulgada.

Placas inspiradas em Londres e Recife

O modelo vem das blue plaques de Londres, inclusive na cor, e da iniciativa semelhante que já existe em Recife (PE). Daniela Mazzilli, coordenadora de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura e diretora da cinemateca, diz que a ideia é valorizar a memória do Centro. Segundo ela, a região já teve 20 cinemas funcionando ao mesmo tempo. Ela afirma que a intenção é, no futuro, levar as placas também aos bairros.

A pesquisa e o conteúdo ficaram com a historiadora Alice Dubina Trusz, autora de Entre Lanternas Mágicas e Cinematógrafos e Verdes Anos, e com o jornalista e pesquisador Cristiano Zanella, autor de The End – Cinemas de Calçada em Porto Alegre 1990/2005.

Nos sábados 7 e 21 de novembro, às 9h, a dupla conduz visitas guiadas pelo percurso mapeado, com saída do Capitólio. As inscrições serão divulgadas em breve.

Curtas de 1896 e um longa de Pelotas

A sessão de 5 de novembro, às 19h, reedita filmes do período. Entram no programa Dança Serpentina, com a coreografia criada por Loie Fuller, e A Chegada de um Trem na Estação, dos irmãos Lumière. Outros curtas de 1896, de nomes como Georges Méliès e Thomas Edison, completam a seleção.

Segundo o programador da cinemateca, Marcus Mello, a estreia do cinema na Capital teve apenas curtas-metragens, como era a regra nos primeiros anos da nova arte.

Às 19h30min da mesma noite, a casa exibe o longa Sonho sem Fim (1986), de Lauro Escorel, que completa 40 anos. O filme, rodado em Pelotas, conta a vida de Eduardo Abelim (1900-1984), pioneiro do cinema. A noite abre a mostra A Invenção do Cinema, gratuita, com produções históricas nacionais e estrangeiras até 13 de novembro. A programação é feita em parceria com a Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura.

Serviço

Sessão festiva dos 130 anos: quinta-feira, 5 de novembro, às 19h, na Cinemateca Capitólio, Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Centro Histórico . A entrada é gratuita, e os ingressos são distribuídos no local a partir das 18h do mesmo dia. A sala tem capacidade para 164 espectadores , e quem chega cedo garante lugar. Sonho sem Fim começa às 19h30min, e a mostra A Invenção do Cinema segue até sexta-feira, 13 de novembro. As visitas guiadas com Alice Dubina Trusz e Cristiano Zanella saem do Capitólio às 9h dos dias 7 e 21 de novembro.

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