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Agro

Canela terá oito oficinas para agricultoras a partir de novembro em projeto ambiental

O Redes Verdes Vivas dura 24 meses, chega a mais seis cidades gaúchas e inclui hortas e criação de abelhas sem ferrão em cinco escolas municipais.

Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 3 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Wide view of a small rural property in the hills of southern Brazil at morning light, rows of young native seedlings in black plastic bags o
Imagem: Bairrista

Canela é um dos sete municípios do Rio Grande do Sul contemplados pelo projeto Redes Verdes Vivas, que combina sustentabilidade, educação ambiental e valorização das mulheres do meio rural. A apresentação ocorreu na quinta-feira (22), no Espaço Sicredi, em seminário com o prefeito Gilberto Cezar. A primeira atividade em Canela é uma série de oito oficinas para agricultoras, com início previsto para novembro.

Para quem vive no campo em Canela, o projeto traz formação prática sobre temas do dia a dia da propriedade, como mudanças climáticas, legislação ambiental e produção de mudas nativas. Nas escolas municipais, os alunos terão contato com hortas e com a criação de abelhas sem ferrão.

Quem participa e de onde vem o projeto

A parceria reúne o governo do Estado, a CPFL/RGE e a Prefeitura de Canela, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). Além de Canela, são beneficiados inicialmente Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Quinze de Novembro, Vera Cruz, Ibirubá e Nova Petrópolis.

A iniciativa nasceu de uma medida de compensação ambiental da CPFL, ligada a uma política pública de projetos técnicos ambientais coordenada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

O projeto dura 24 meses e tem cinco frentes: mulheres agricultoras, crianças e jovens estudantes, famílias rurais, sociedade civil e instituições locais. Uma comissão com representantes dos setores envolvidos vai coordenar e acompanhar as atividades.

Oficinas de seis horas para as agricultoras

Cada um dos oito encontros terá seis horas de duração. Os temas serão definidos a partir das prioridades apontadas pela Fetag-RS e pelo Sindicato Rural. Entre os assuntos previstos estão mudanças climáticas, legislação ambiental, produção artesanal de mudas de espécies nativas e produção e uso de bioinsumos.

No seminário, o prefeito Gilberto Cezar afirmou que o município tem condições de fazer o projeto avançar. “Temos escolas, uma comunidade participativa, mulheres empreendedoras e profissionais com conhecimento técnico para contribuir com a iniciativa. Também contamos com a experiência do Sindicato Rural no trabalho com as escolas do interior e com profissionais reconhecidos na área ambiental, como o secretário de Meio Ambiente, Carlos Frozi”, disse.

Hortas e abelhas sem ferrão nas escolas

Estudantes da rede municipal terão oficinas de implantação de hortas, baseadas na agroecologia, e de meliponicultura, a criação de abelhas sem ferrão, que ajudam na polinização e no equilíbrio dos ecossistemas.

A escola Barão de Rio Branco receberá a oficina de hortas, para alunos do 3º ao 5º ano do ensino fundamental. As escolas Santos Dumont, Zeferino José Lopes, Balduíno Boelther e Dante Bertoluci participarão das atividades de meliponicultura. Pelo cronograma da Secretaria de Educação, as oficinas ocorrem entre maio e agosto de 2027.

Recuperação de áreas verdes

Outra frente prevê recuperar espaços públicos e ampliar a vegetação em áreas degradadas. A etapa fica com a CPFL/RGE, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O trabalho inclui um diagnóstico da vegetação existente em Canela, com as espécies plantadas e suas condições, e a implantação de meliponários e pomares com espécies frutíferas e nativas.

A Prefeitura participa por meio das secretarias de Meio Ambiente e Urbanismo; de Educação, Esporte e Lazer; e de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura. Também estiveram no seminário a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, Ana Carolina Benetti, e representantes da RGE/CPFL e da Fetag-RS. A comissão que acompanha o projeto definirá o cronograma das demais atividades.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o projeto Redes Verdes Vivas em Canela?

O projeto dura 24 meses e tem cinco frentes de atuação.

Quantas oficinas as agricultoras de Canela terão?

Serão oito encontros de seis horas cada, com início previsto para novembro.

Quais escolas de Canela participam das atividades?

Barão de Rio Branco (hortas) e Santos Dumont, Zeferino José Lopes, Balduíno Boelther e Dante Bertoluci (meliponicultura), entre maio e agosto de 2027.

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