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MTE recebe mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral; Marinho pede recuo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pediu retratação pública a empresários e avisou que demissão por motivo político será punida com rigor.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em evento público em Brasília.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já recebeu mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O ministro Luiz Marinho fez um apelo nesta quarta-feira (4) a empresários que ameaçaram ou demitiram funcionários por razões políticas. Ele pediu que recuem e se retratem publicamente.

Trabalhadores do Rio Grande do Sul podem denunciar ao MTE e ao Ministério Público do Trabalho. No estado, o MPT somava 230 denúncias até 29 de outubro, às 12h, número que não entra na conta nacional do ministério.

Quadro: MTE recebe mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral; Marinho pede recuo
Ficha de serviço · Bairrista

Denúncias quase dobraram em uma semana

O volume de denúncias quase dobrou na semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais. Depois do resultado, circularam nas redes sociais listas de boicote a estabelecimentos comerciais e publicações que incentivaram a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas. Até 31 de outubro, o ministério havia formalizado 4.305 denúncias. Nesta quarta, Marinho informou que o total ultrapassa 7 mil.

O ministro fez o balanço durante entrevista coletiva sobre os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ele também disse que nem todo relato corresponde a um caso concreto. "Das 7 mil, não sei qual é a proporção de denúncias que são reais e concretas", afirmou.

O que o ministro disse aos empresários

Marinho afirmou que o objetivo do governo não é punir preventivamente os empresários, mas assegurar o respeito aos direitos dos trabalhadores. Para quem pensou em demitir por causa do resultado eleitoral, ele sugeriu desculpas nas redes sociais e disse que, nesse caso, ninguém precisará ser punido.

O recado para quem já demitiu foi outro. Segundo o ministro, quem demitiu por questões políticas será severamente punido.

Cada situação é analisada pela Auditoria Fiscal do Trabalho.

Como o trabalhador pode agir

A denúncia pode ser feita ao MTE e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebe denúncias pela internet. Quem sofreu ou presenciou ameaça ou demissão por motivo político deve guardar mensagens, áudios, e-mails e prints, além de anotar nomes de testemunhas, datas e horários.

Serviço: para denunciar assédio eleitoral, o trabalhador gaúcho pode procurar o Ministério do Trabalho e Emprego ou o Ministério Público do Trabalho pelos canais online dos dois órgãos, a qualquer momento. Os casos são encaminhados à Auditoria Fiscal do Trabalho para análise.

Perguntas frequentes

Quantas denúncias de assédio eleitoral o MTE recebeu?

Mais de 7 mil, segundo o ministro Luiz Marinho, sendo 4.305 formalizadas até 31 de outubro.

Onde o trabalhador gaúcho pode denunciar assédio eleitoral?

No Ministério do Trabalho e Emprego ou no Ministério Público do Trabalho, pelos canais online dos dois órgãos, a qualquer momento.

O que acontece com quem demitiu por motivo político?

Segundo o ministro, será severamente punido, e cada situação é analisada pela Auditoria Fiscal do Trabalho.

O que o trabalhador deve guardar como prova?

Mensagens, áudios, e-mails e prints, além de anotar nomes de testemunhas, datas e horários.

Saber mais: fontes consultadas (1)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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