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Alcolumbre tira maioridade penal da pauta e Senado espera votação da Câmara em novembro

Senadores com 53 assinaturas cobram que a votação seja retomada se os deputados não decidirem até 1º de dezembro.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Presidência do Senado concede coletiva de imprensa em Brasília.
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a votação da proposta que reduz a maioridade penal. Ele anunciou que a Casa aguardará a análise da Câmara dos Deputados.

Para quem vive no Rio Grande do Sul e no resto do país, a maioridade penal continua em 18 anos. Uma mudança só vale se a PEC for aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Quadro: Alcolumbre tira maioridade penal da pauta e Senado espera votação da Câmara em novembro
Entenda em um quadro · Bairrista

O que Alcolumbre disse

Alcolumbre afirmou que atendia a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). "Vou aguardar a Câmara dos Deputados", disse o senador. Segundo ele, os dois conversaram na terça-feira (3), quando Motta pediu que a Câmara pudesse concluir a análise antes de o Senado votar.

Segundo Alcolumbre, Motta se comprometeu a levar a matéria ao plenário da Câmara ainda em novembro. O recuo muda a sinalização dada por Alcolumbre na véspera, quando ele abriu caminho para votar o tema após a aprovação da PEC da Segurança Pública.

Como o assunto chegou ao plenário

Na terça (3), os senadores decidiram, por 38 votos a 36, separar da PEC da Segurança Pública duas emendas sobre a redução da maioridade penal. A PEC da Segurança foi aprovada sem alterar a maioridade.

As propostas divergem. A defendida pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) é de autoria de Camilo Santana (PT-CE) e reduz a idade para 16 anos apenas em crimes hediondos, com regulamentação por lei. A oposição quer mais: o senador Rogério Marinho (PL-RN) propôs 16 anos como regra geral e 14 anos em determinados crimes graves.

O que vem a seguir

Na Câmara, o tema é discutido em uma comissão especial. O relator é o deputado Mendonça Filho (União-PE), e a previsão é de votação na Câmara ainda em novembro.

Braga articulou 53 assinaturas para um requerimento de calendário especial, que aceleraria a análise no Senado. Após o recuo, ele pediu que Alcolumbre delibere sobre o requerimento caso a Câmara não vote a proposta até 1º de dezembro.

O Senado não marcou data para retomar o assunto. Se a Câmara aprovar o texto em novembro, a proposta segue para os senadores, e Alcolumbre disse que a Casa a colocará em votação.

Perguntas frequentes

A maioridade penal mudou?

Não. Para quem vive no Rio Grande do Sul e no resto do país, a maioridade penal continua em 18 anos; uma mudança só vale se a PEC for aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Quando a Câmara deve votar?

A previsão é de votação na Câmara ainda em novembro, após a análise da comissão especial relatada por Mendonça Filho.

O que acontece se a Câmara não votar até 1º de dezembro?

Senadores com 53 assinaturas pedem que Alcolumbre delibere sobre o requerimento de calendário especial, retomando a votação no Senado.

Qual é a proposta em debate?

As propostas variam: uma prevê 16 anos apenas em crimes hediondos, e outra, de Rogério Marinho, prevê 16 anos como regra geral e 14 anos em certos crimes graves.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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