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BrasilEducaçãoAfeta o RS

Aprendizagem de alunos com deficiência avança, mas distância cresce no 9º ano e no médio

Estudo com dados do Saeb mostra que, no 5º ano, a diferença para os demais estudantes caiu quase pela metade em português, de 20,2 para 11,4 pontos percentuais.

Por que afeta o RS: Rede pública estadual e municipal gaúcha é parte do universo do Saeb, e a política de inclusão escolar se aplica às escolas do RS.

Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

Cadeiras de rodas alinhadas em um corredor de escola, com mochilas penduradas nas costas de quem as usa
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A aprendizagem adequada de estudantes da educação especial na rede pública avançou entre 2013 e 2023, mas a distância para os demais alunos aumentou no 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio. Os dados são de uma pesquisa do Instituto Rodrigo Mendes (IRM), feita com a Fundação Lemann e o Iede a partir do Saeb e do Censo Escolar, e divulgada em novembro.

O Saeb avalia escolas estaduais e municipais de todo o país, incluindo as do Rio Grande do Sul. O estudo, porém, traz resultados nacionais e não separa os números gaúchos por etapa.

Distância cai no 5º ano e cresce nos anos finais

No 5º ano, em língua portuguesa, o percentual de estudantes da educação especial com aprendizagem adequada subiu de 20,7% em 2013 para 44,5% em 2023. Entre os demais alunos, foi de 40,9% para 55,9%. A diferença caiu de 20,2 para 11,4 pontos percentuais.

Em matemática, no mesmo ano escolar, o índice da educação especial passou de 16,9% para 33,9%. A diferença para os demais estudantes diminuiu de 18,7 para 10,4 pontos percentuais.

No 9º ano, em português, a educação especial foi de 11,9% para 18,8%. Os demais alunos foram de 24,3% para 36,8%, e a distância subiu de 12,4 para 18,0 pontos percentuais. O estudo também aponta aumento da diferença no 3º ano do ensino médio, etapa em que o nível de aprendizagem segue baixo nos dois grupos.

Quem entra na conta

Para o estudo, a educação especial reúne estudantes com uma ou mais deficiências, autismo ou altas habilidades. A participação desse grupo no Saeb também cresceu: no 5º ano, passou de 61,6% em 2013 para 74,4% em 2023.

A autora, Maria Laura Gomes, coordenadora do Núcleo de Pesquisas do IRM, afirma que o estudo ajuda a entender a evolução da educação especial, mas não capta quem abandonou ou evadiu da escola ao longo do percurso.

Ela aponta a formação de professores e a acessibilidade como barreiras. "Atualmente só 6,4% dos professores têm formação continuada em educação especial", disse. Segundo ela, dados da Fundação Lemann mostram que uma em cada quatro escolas do país não tem nenhuma estrutura de acessibilidade.

Perguntas frequentes

A diferença entre alunos da educação especial e os demais diminuiu no 5º ano?

Sim. Em português, caiu de 20,2 para 11,4 pontos percentuais entre 2013 e 2023.

O que aconteceu com a distância no 9º ano?

Em português, subiu de 12,4 para 18,0 pontos percentuais, segundo o estudo.

Quantos professores têm formação continuada em educação especial?

Segundo a coordenadora Maria Laura Gomes, apenas 6,4% dos professores.

Saber mais: fontes consultadas (1)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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