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Após derrota de Flávio, Tarcísio admite 2030 e disputa liderança da direita com Michelle

Governador de São Paulo diz que a Presidência pode entrar no horizonte se terminar bem o segundo mandato, mas ainda não há candidatura.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, durante a inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô.
Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 25 de outubro abriu uma disputa pelo comando da direita. Lula teve 51,79% dos votos válidos, e Flávio, 48,21%. O nome mais citado para 2030 é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Para o eleitor gaúcho, o efeito é indireto. A disputa pelo comando da direita redesenha o cenário para 2030, ano da próxima eleição presidencial, em que o eleitor gaúcho também vota.

O que Tarcísio disse sobre 2030

Em entrevista publicada na quinta-feira (29), o governador disse pela primeira vez que pode disputar a Presidência em 2030, caso termine bem o segundo mandato. Ele não anunciou candidatura. Tarcísio vinculou qualquer decisão ao desempenho no governo paulista e ao cenário político.

Tarcísio reconheceu o resultado das urnas e se afastou da contestação feita por Flávio.

Por que a derrota favorece o governador

Segundo análise publicada pelo Estadão, a derrota de Flávio abre caminho para que Tarcísio dispute a Presidência em 2030. O cientista político Mateus Rosa Tognella avaliou que uma vitória de Flávio poderia atrapalhar o governador, porque o senador teria a possibilidade de concorrer à reeleição em 2030. Com a derrota, Tarcísio teria mais liberdade para montar um projeto próprio.

Tognella também aponta que Tarcísio é do Republicanos e Flávio, do PL. Segundo ele, isso pode facilitar alianças sem dependência direta dos interesses da família Bolsonaro. Durante a campanha, Flávio chegou a declarar apoio a uma eventual candidatura de Tarcísio em 2030.

O governador também tem peso nas urnas. Tarcísio foi reeleito com 63% dos votos válidos em São Paulo. Lideranças de partidos de direita e do Centrão avaliam que a derrota pode funcionar como um "freio de arrumação" e levar a liderança da direita para ele.

Michelle e o racha entre aliados

O caminho não é livre para Tarcísio. Entre os cotados na ala bolsonarista estão Tarcísio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). O nome de Michelle também volta a ser cogitado para vice em uma chapa liderada por Tarcísio. O PL elegeu seis governadores e as maiores bancadas da Câmara e do Senado.

Há atrito entre os dois grupos. Tarcísio passou a ser acusado de traição por bolsonaristas depois de reconhecer o resultado das urnas e criticar a carta de Flávio. Michelle saiu em defesa do governador e afirmou, no Instagram, que o momento deve ser de união da direita, sem busca de culpados.

Segundo o Times Brasil, restam a Tarcísio três desafios: melhorar a comunicação, aumentar a projeção nacional e obter a bênção de Jair Bolsonaro. A eleição presidencial seguinte será em 2030, e Lula não poderá concorrer de novo.

Perguntas frequentes

Tarcísio já é candidato à Presidência em 2030?

Não. Ele disse que pode disputar em 2030 se terminar bem o segundo mandato em São Paulo, mas não anunciou candidatura.

Quem é o principal nome da direita para 2030?

A matéria cita Tarcísio de Freitas (Republicanos) como o nome mais citado, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como outra cotada na ala bolsonarista.

Qual é o impacto para o eleitor gaúcho?

O efeito é indireto: a disputa pelo comando da direita redesenha o cenário da eleição presidencial de 2030, quando o eleitor gaúcho também vota.

Saber mais: fontes consultadas (5)

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