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Agro

Agross vai à China buscar tecnologia para três máquinas da nova fábrica em Carazinho

Unidade prevê 400 empregos e operação em setembro de 2028, enquanto as importações de tratores chineses crescem 117% no país.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Foto: Agross vai à China buscar tecnologia para três máquinas da nova fábrica em Carazinho
Foto: Divulgação/Governo do RS

A Agross do Brasil, fabricante de máquinas agrícolas de Quinze de Novembro, está em missão empresarial na China nesta sexta (23). O objetivo é buscar tecnologias para três equipamentos em desenvolvimento, que vão estrear na nova fábrica da empresa em Carazinho, no Planalto Médio.

Quadro: Agross vai à China buscar tecnologia para três máquinas da nova fábrica em Carazinho
Em números · Bairrista

Para o Planalto Médio, o projeto representa até 400 empregos e investimento projetado de R$ 71 milhões, segundo a empresa. A Agross estima ampliar a capacidade fabril em pelo menos 200%.

O presidente da empresa, Silmo de Ávila, viajou com a vice-presidente, Jaqueline Bullé. Ele afirmou que a China virou referência em novas tecnologias e que é "melhor tê-la como parceira do que como ameaça". Entre os itens que virão de lá está a linha de pintura dos equipamentos, comprada de um fornecedor que atende Tesla, Toyota e Caterpillar.

Três máquinas, duas fábricas

As três máquinas são voltadas à pecuária, à agricultura e ao segmento de grãos. Carazinho ficará com a produção em série dos equipamentos de maior demanda e dos de maior porte. Quinze de Novembro seguirá como núcleo de engenharia, desenvolvimento e prototipagem. A fábrica atual também será ampliada, com aumento previsto de 50% na área.

A unidade será erguida em área de cerca de 250 mil metros quadrados, às margens da BR-285. O projeto prevê R$ 5,5 milhões em contrapartida da Prefeitura de Carazinho.

Importados pressionam o mercado

A viagem acontece num mercado em que o produto de fora ganha espaço. Segundo a Anfavea, as importações de máquinas agrícolas avançaram 42% de janeiro a setembro de 2026, e o Brasil importou 11,2 mil unidades. As compras de tratores da China cresceram 117% no período, para cerca de 5,2 mil unidades.

A Anfavea não pede barreira a novas marcas ou tecnologias. A entidade defende que a entrada ocorra com requisitos compatíveis de qualidade, segurança, suporte técnico e responsabilidade sobre o produto.

No anúncio de setembro, a empresa previa iniciar a terraplenagem no segundo semestre de 2027, com cronograma condicionado a etapas legais e administrativas. A meta atual é começar as obras em Carazinho em junho de 2027 e iniciar a produção em setembro de 2028.

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