35 municípios têm até 25 de novembro para entregar plano de ação de defesa civil
Curso de gestão de riscos climáticos encerrado na Univates em 8 de outubro exige que as cidades revisem seus Planos de Contingência.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 01:25 · 3 min de leitura

O curso "Gestão de Riscos Climáticos" terminou em 8 de outubro na Univates, em Lajeado. Os municípios participantes têm até 25 de novembro para entregar um plano de ação. O documento deve orientar a revisão dos Planos de Contingência de cada cidade, depois da análise feita ao longo da formação.

Na prática, o prazo obriga as prefeituras e as coordenadorias de Defesa Civil a transformar o que aprenderam em mudanças nos protocolos usados em enchentes, vendavais e outros desastres. Os planos de ação vão para a equipe do projeto e depois são repassados à 8ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (8ª CREPDEC), que fica ciente do trabalho de cada equipe. A Univates não divulgou a lista dos 35 municípios presentes.
35 dos 43 municípios inscritos foram aos encontros
O curso começou em abril. Foi organizado pelo Instituto MBRF, pela Univates, pela 8ª CREPDEC e pelo Ministério Público do RS. Segundo o balanço apresentado no encerramento, 43 municípios se inscreveram depois do evento inaugural, e 35 compareceram a pelo menos um encontro. Esse foi o critério para contar a inscrição como efetiva.
A formação integra um projeto que contempla os 36 municípios do Vale do Taquari . O foco original eram sete cidades: Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Encantado, Cruzeiro do Sul, Muçum e Roca Sales. Depois, a pedido da Coordenadoria Regional e de outros municípios, as inscrições foram abertas a todas as cidades abrangidas pela 8ª CREPDEC.
Entre as pessoas, 94 se inscreveram. A primeira etapa teve 72 presenças, a segunda 58, a terceira 64 e a quinta 38.
Cinco etapas trataram de planos, núcleos e abrigos
O objetivo foi qualificar os Planos de Contingência pela metodologia PLANCON e orientar a organização dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs). Esses núcleos aproximam moradores da Defesa Civil e ajudam na circulação de informações e na mobilização em situações de risco.
Em 2 de julho, a etapa dedicada aos planos municipais discutiu os riscos de cada cidade, a divisão de tarefas entre os órgãos, a forma de acionar as equipes e os avisos à população . A análise também tratou da articulação entre cidades, já que os impactos de eventos climáticos passam dos limites municipais e pedem troca de informações entre os órgãos públicos.
Entre julho e agosto, a quarta etapa levou o tema às comunidades, com oficinas, reuniões, assembleias e simulados. Em Lajeado, a oficina de 15 de julho no bairro conhecido como "Bairro Praia" reuniu 64 pessoas, entre representantes da prefeitura, moradores e agentes das equipes. A quinta etapa, em 20 de agosto, tratou de abrigos, saúde e assistência social em desastres.
No encerramento, os participantes também apresentaram um manifesto com os principais aprendizados e desafios identificados.
Coordenador de Lajeado vê região mais preparada
A Defesa Civil de Lajeado acompanhou todas as etapas. O coordenador Luis Marcelo Gonçalves Maya afirmou que o curso "oportunizou nivelamento e troca de informações" entre as coordenadorias municipais da região. Para ele, a formação deixou a região mais bem preparada e a comunidade mais organizada para enfrentar emergências climáticas.
Os municípios têm até 25 de novembro para entregar o plano de ação à equipe do projeto.
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